Tecnologia e Cinema

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Extra Maldita: Dia Internacional da Animação no RJ

Postado por Rafael Cruz Em 20 de October de 2011COMENTAR

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Se você curte uma boa animação e estará pelo Rio de Janeiro nesta sexta, então você está CONVOCADO a comparecer na Sessão Maldita no CIne Jóia (Copacabana).

 

DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

SESSÃO EXTRA MALDITA: ANIMAÇÃO CARIOCA no Cine Jóia.

Dia 21 de outubro (sexta) às 22h30, em Copacabana

Reserve o início da noite de sexta-feira (21) para a sessão "esquenta" do Dia Internacional da Animação no Rio de Janeiro. Raridades da animação carioca, novidades, filmes quase inéditos… novos animadores e veteranos mostrarão do que é feita a animação na cidade maravilhosa.

 

A sessão carioca exibirá o clássico dos anos 80 "Alex", dirigido e animado por Aída Queiroz, Cesar Coelho, Fábio Lignini, Rodrigo Guimarães e Patricia Alvez Dias.

Av. Nsa. Sra. de Copacabana, 680, Subsolo / loja H – Copacabana

Entrada gratuita, limitada à lotação de 87 lugares.
Distribuição de senhas a partir das 22h

Apoio:
Cine Jóia
Vila Cine

Como Trabalhar Legalmente em Cinema nos EUA

Postado por Gabriela Egito Em 5 de April de 20116 COMENTÁRIOS

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Várias pessoas têm me perguntado como conseguir um visto de trabalho aqui nos EUA, e se é fácil trabalhar na indústria cinematográfica de LA. Pra começar, eu diria que não é impossível, mas também não é moleza. Então vou contar o que eu levantei sobre o tema nas últimas duas semanas.

Hollywood

 

Nos EUA, o pagamento de salário está associado ao Social Security Card (SSC), um documento semelhante ao nosso Cadastro de Pessoa Física (CPF). Sem ele, não há como trabalhar legalmente aqui. Todo o sistema de crédito financeiro está atrelado a ele, tornando praticamente impossível conseguir financiamentos e até cartões de créditos de lojas se você não tem esse SSC.

 

Tudo bem, é sabido que imigrantes ilegais vêm pra cá trabalhar, mas são subempregos geralmente mal remunerados e a pessoa tem que se sujeitar a qualquer coisa porque não está em posição de exigir seus direitos. Geralmente, executam atividades necessárias à sociedade mas que os americanos não morrem de amores por fazer: faxina, guardar carros, ajudante de cozinha, balconista de mercearia. Até pra ser garçonete, é preciso disputar vaga com os milhares de atores americanos que vêm pra cá atraídos pelo sonho de fama e fortuna. Ou seja, nem preciso dizer que cinema não é uma atividade nem um pouco desvalorizada pelos americanos, preciso?

 

Na indústria cinematográfica, as regras de trabalho, portanto, são bem rígidas. As produções obedecem estritamente a lei e só contratam quem pode receber salário legalmente. Não há jeitinho brasileiro que dê jeito nisso. Ouvi dizer que os grandes canais de tevê só contratam se você tiver, além do SSC, um visto de permanência no país, principalmente quando se trata de atores.

 

Mesmo morando há praticamente um ano nos EUA, sou considerada visitante de intercâmbio (não-residente) pelo governo americano, entende? Um visto de estudante só é válido se atrelado a uma instituição de ensino na qual você está matriculado e não dá permissão para trabalhar, nem por meio expediente — diferentemente de vários países da Europa.

 

Outro fator a ser levado em consideração por estrangeiros que pretendem estudar na Nyfa é que os cursos são intensivos. Há aulas e atividades o dia todo, às vezes até por 10, 12 horas seguidas. Portanto, não consigo conceber como alguém poderia ao mesmo tempo estudar na Nyfa e trabalhar (mesmo que ilegalmente). Esqueça.

 

No entanto, o governo americano mui gentilmente, nos proporciona uma chance de aprimorar nossos conhecimentos no mercado cinematográfico: chama-se Optional Practical Training (OPT). O visto não muda, continua sendo de estudante/visitante atrelado à instituição de ensino de origem. Mas, durante um período de 12 meses após a sua graduação, você recebe um Social Security Card para trabalhar.

 

Atenção: somente cursos com duração de um ano ou mais dão direito a solicitar esse privilégio. Nem pense em vir fazer um curso de um mês e achar que vai poder trabalhar aqui legalmente, não rola.

 

O OPT tem uma lista imensa de regras e papelada, mas resumindo: custa 380 dólares pra solicitar; uma vez no programa você não pode ficar desempregado por mais de três meses ou perde a chance; é preciso trabalhar por pelo menos 20 horas semanais; não precisa ser necessariamente remunerado (participar de curtas estudantis surpreendentemente conta como trabalho); e não é permitido estudar enquanto está no OPT. Outro ponto importante: a escola te ajuda em toda a documentação, mas conseguir o emprego é por sua conta. Se no Brasil é assim — nunca vi faculdade arranjando emprego pra ex-aluno –, não vejo porque aqui seria diferente, certo?

 

Além disso, o OPT só pode ser solicitado uma vez. Ou seja, pros espertinhos de plantão, não dá pra fazer um curso de dois anos, cursando a metade, parando, fazendo OPT e juntando dinheiro, depois fazendo o segundo ano e pedindo outro OPT pra cobrir as despesas.

 

E depois do OPT, o que acontece? Há várias opções, as que consigo pensar de pronto: 1) Uma das empresas que te empregou fica encantada com seu talento e resolve patrocinar a sua permanência nos EUA, contratando advogados e entrando com um extenso e complicado processo pra mudar seu visto para residente e garantir que você continue trabalhando pra ela. 2) Você arruma as malas e volta pro Brasil com uma big experiência e grandes chances de conseguir uma boa colocação na área; 3) Permanece nos EUA em um dos subempregos citados acima, sonhando em se tornar cineasta famoso, sem no entanto poder trabalhar em nenhuma produção promissora porque está ilegal.

 

Bom, é isso. Acho que deu pra ter uma boa idéia do quadro, né?

 

Gabriela Egito é jornalista, mestre em Cinema pela Universidade de São Paulo (Brasil) e atualmente cursa o programa de Filmmaking na New York Film Academy, em Los Angeles. É também autora do blog Brazilian Girl in L.A., onde conta suas aventuras cinematográficas

Reencontrando a Felicidade

Postado por Amanda Jordão Em 5 de April de 2011COMENTAR

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Mais uma tradução infeliz de título e que engana o público quanto ao teor da história. Trata-se de um drama em que o casal Becca Corbett (Nicole Kidman) e Howie Corbett  (Aaron Eckhart) estão tentando aprender a lidar com o luto pela morte precoce do filho que não chegou a completar 4 anos.

 

É um tema dificílimo e por vezes banalizado no cinema, mas não aqui, e os personagens não estão tentando reencontrar a felicidade como sugere o título em português, eles estão apenas tentando viver sem serem sucumbidos pela dor e sem destruir a relação de marido e mulher.

 


 

 

O filme se concentra no cotidiano dos personagens e na incessante busca deles pela normalidade. Cada um possui uma maneira diferente de lidar com o luto. Howie encontra conforto em uma nova amizade, e nas pequenas lembranças que o filho deixou espalhadas pela casa. Enquanto isso, Becca encontra-se constantemente no parque com o adolescente Jason, que dirigia o carro que fatidicamente atropelou seu filho enquanto ele corria atrás do cachorro.
 

Na busca pela melhor forma de lidar com o luto, eles entram em conflito. Howie quer que as coisas do filho fiquem na casa, os desenhos, os brinquedos, tudo. Já Becca prefere mudar dali, pois considera doloroso demais ver as digitais do filho pelos móveis da casa. Além disso, o marido insiste para que a esposa busque algum tipo de ajuda já que esta reage com uma certa agressividade quando alguém fala da tragédia.

 


 

 

Tudo isso mostrado com uma estética bem simples, com a fotografia e o figurino em tons pastéis, filme ambientado num típico subúrbio americano, nada deve chamar mais atenção do que a história e tudo é feito para que o espectador se identifique com os personagens e pense: ‘’Sim, eu conheço alguém assim’’. Os diálogos são muito bem construídos e facilitam esta identificação, destaque para as cenas em que Becca conversa com sua mãe, vivida pela atriz Dianne Wiest.
 

 

Todos os atores estão muito bem, principalmente Nicole Kidman, Aaron Eckhart e Dianne Wiest. E mesmo com um tema doloroso como este, o filme consegue ter os seus momentos engraçados e se manter espirituoso até o final. A cena do acidente que matou o filho Danny nunca é mostrada, afinal não importa como ele morreu, e sim que ele morreu. Assim como o fato de que não há a melhor maneira de se lidar com este tipo de dor. Não há um jeito certo ou errado de lidar com o nunca mais, principalmente quando a suposta ordem natural das coisas se altera. E como diz a personagem de Wiest, em algum momento torna-se suportável.

 


 

 

Reencontrando a felicidade – título original Rabbit Hole
Ano: 2010
Diretor: John Cameron Mitchell
Elenco: Nicole Kidman, Aaron Eckhart, Dianne Wiest, Miles Teller, Sandra Oh
Lançamento no Brasil: 06/05

Bruna Surfistinha

Postado por Amanda Jordão Em 28 de March de 20111 COMENTÁRIO

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Antes de começar a falar sobre o filme propriamente, é importante dizer que as minhas expectativas para tal eram bem baixas, e admito que isso se deve em grande parte a um certo preconceito, pois achei a escolha de Débora Secco para o papel equivocada. E explico, não acho que ela seja uma atriz ruim, mas achava que para o papel ser crível talvez fosse melhor escolher alguém que tivesse a imagem um pouco menos explorada pela mídia. Depois de assistir ao filme, no entanto, tenho que admitir, errei. Débora, que já está na casa dos 30, consegue convencer na pele de Raquel Pacheco que aos 17 anos saiu de casa e virou a prostituta Bruna Surfistinha.

 

 

 

O filme é baseado no livro  ‘’O doce veneno do Escorpião’’, em que ela relata suas experiências durante os anos em que se prostituiu, dos 17 aos 20. A história já é bem conhecida pelo público, uma vez que Raquel Pacheco um blog com o nome de guerra e chegou a participar de vários programas de auditório na época de lançamento do livro.

 

Como trata-se de uma história muito conhecida pelo público achava difícil que o filme conseguisse acrescentar algo ou dar uma visão diferente sobre o assunto. Contudo, novamente me enganei, a direção do longa-metragem assinada pelo estreante Marcus Baldini, concede uma certa sensibilidade a realidade vivida pela personagem, porém sem torná-la vítima, já que a postura dela nunca é esta também. Ainda que Raquel não tivesse dimensão do que estava fazendo, e nem conhecimeto das marcas que suas escolhas pudessem deixar, ela assume completamente a responsabilidade dos seus atos. Claro que isso a torna um pouco cínica durante uma boa parte do filme, cinismo este que a faz resistir e aguentar as consequências de sua escolhas e não deixa o filme cair no sentimentalismo, comum nos filmes que retratam a prostituição.

 

Algumas pessoas podem reclamar das cenas de sexo ou do excesso delas, mas não há o que contestar, visto que trata-se do ofício da protagonista e, portanto, não há como colocá-las em segundo plano. As cenas são bem cruas e realistas e a quantidade mostra o quão banal torna-se o sexo para aqueles que fazem dele o seu ganhã-pão. E são tantas as cenas que o público, assim como a protagonista acaba-se acostumando.

 


 

 

O elenco todo é bom. Débora Secco está muito bem no papel e faz de Raquel uma sobrevivente, e não uma heroína. A verdade é que ela interpreta duas personagens: Bruna e Raquel. As duas por vezes se confundem. E sim, ela consegue fazer o público esquecer de quem ela é. Além dela, os outros destaques são Drica Moraes, que faz a cafetina Larissa e Fabíula Nascimento que faz uma das amigas de Raquel. Ambas fazem parte de um núcleo mais cômico do filme e deixam a história um pouco mais leve.

 

 

A história começa como um drama, intriga o público, passa pela e comédia e envolve as pessoas, para depois concluir como um drama.  Tudo isso pontuado por uma excelente trilha sonora, ainda que eu não goste muito do momento em que Fake Plastic Trees, do Radiohead aparece. Não acho que a música era pertinente ao momento em que foi inserido, apesar de entender a escolha.

 

 

Contudo, Bruna Surfistinha é um bom filme, com um bom roteiro, uma edição competente, uma trilha sonora eficiente e uma ótima interpretação de Débora Secco.

 

 

Filme: Bruna Surfistinha (2011)

Diretor: Marcus Baldini

Elenco: Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, FabÍula Nascimento, Cris Lago, Erika Puga, Simone Illiescu e Brenda Ligia

 

 

 

Não me Abandone Jamais

Postado por Amanda Jordão Em 21 de March de 20113 COMENTÁRIOS

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 Entre todos os filmes que eu já comentei aqui no blog, esse possivelmente é o mais complexo. Isso porque alguns dos aspectos mais importantes da história não podem ser contados e são essenciais para a compreensão e para entender significado da obra.
 

Trata-se de um daqueles filmes que se você souber ”aquilo” estraga a experiência, então está será uma crítica um tanto quanto superficial, pois eu não pretendo estragar o prazer da descoberta para os meus possíveis leitores. É um segredo que é revelado lá pela metade e que explica a história. Não darei mais detalhes. 

 


 

 

O filme é baseado no livro do autor Kazuo Ishiguro, o mesmo de Vestígios do Dia, que também virou filme em 1993. A história de Não me abandone jamais é sobre 3 jovens que vivem no colégio interno de Hailsham. Desde o início já é possível perceber que há algo de muito estranho com a escola. Os alunos são vigiados e inspecionados o tempo todo. São ensinados a como se comportar. Aos poucos eles descobrem que na verdade a missão deles ali é um tanto quanto infeliz, assim como o destino deles. Em nenhum momento eles se rebelam contra aquilo que lhes espera, mas há uma tristeza pungente que acompanha toda a narrativa que segue a vida dos personagens desde crianças até a vida adulta. É um drama com ficção científica.
   

Além disso, há um triângulo amoroso entre os três jovens vividos por Carey Mulligan,  Keira Knightley e Andrew Garfield. Contudo, se eu contar mais que isso, estraga a surpresa do filme. Basta dizer que o diretor Mark Romanek acertou a mão. O filme é delicado, poético e triste, lento na medida certa, sem ficar chato.

 

 

 É uma história que obriga o espectador a pensar na desumanidade com os avanços tecnológicos e as consequências que isso terá no futuro. O filme faz isso de maneira não explícita ou sentimentalista, é justamente a desumanização dos personagens que nos leva a refletir sobre isso. Tal como a desumanização, a inevitabilidade da morte também é um tema muito forte no filme. Mesmo sabendo que esta chegará para todos, será que só aqueles que têm o seu fim já datado sentem que o tempo aqui não é suficiente?
 

Enfim, são questões que o filme levanta e não responde, pois as respostas dependem da visão que cada um tem do mundo, é suficiente dizer que é uma história contada com muita sensibilidade e originalidade. Vale uma ida ao cinema.

 


 

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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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