Tecnologia e Cinema

Unindo Ciência e Arte

Até onde Sabemos, este é o Início

Postado por Henrique Kopke Em 21 de August de 2010COMENTAR
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Por Henrique Köpke

 www.kinodinamico.wordpress.com

O cinematógrafo foi inventado por Léon Bouly em 1895, que perdeu a patente para os Irmãos Lumière. Assim, os irmãos ficaram reconhecidos por serem os inventores do cinema, mas de certo não o inventaram. O cinematógrafo, é um dispositivo fotográfico que imprimia uma sequência de imagens em película fotossensível. Só fazer um google que essas informações se replicam. 

 

Deuses não disseram: Faça-se a luz

De fato, o cinematógrafo foi um marco na história do cinema. Fez o que o cinematoscópio de Thomas Edison não conseguiu. A projeção era o seu diferencial. Tal poder de exibição para grandes platéias foi o que consagrou este aparelho como um dispositivo altamente rentável. Mas não foi esse o início de tudo.

 

Vamos retirar desse assunto os dispositivos óticos, a arte, e a economia. O cinema dos Irmãos Lumière não apenas é uma evolução tecnológica, mas também consiste em um processo evolutivo de contar histórias. São as histórias que nos levam ao cinema e não as câmeras e os projetores. O homem é um ser comunicativo por essência, e sua vontade de contar histórias remontam nossos tempos mais arcaicos.

 

Nas cavernas de Altamira, na Espanha, muitas pinturas rupestres retratam animais. Tudo era feito com pigmentos, sangue, de forma bem rudimentar, ilustrando a vida que existia fora da escuridão da caverna. Procure por pinturas rupestres na internet e encontrará boas imagens que retratam o que acabei de escrever.

 

Mas quero apontar uma pintura especificamente. Veja essa imagem a seguir:

 

Pintura rupestre de um Javali

 

Incrível como há 30 mil anos, o homem conseguiu reprooduzir este animal, não concorda? Mas essa é uma imagem alterada com photoshop. A seguir a imagem verdadeira.

 

Javali de 8 patas pintado nas cavernas de Altamira, Espanha.

 

O que poderia representar essa pintura? Sei lá, vai que o sujeito realmente queria pintar um javali mutante, e a gente fica aqui viajando. Mais aceitável, é a conclusão de que essa pintura tenta retratar o movimento do animal. Utilizando o computador, somos capazes de criar uma animação bem rudimentar com este desenho. Se o autor dessa pintura quis demonstrar o movimento de seu javali, vamos dar uma forcinha clique na imagem abaixo (pode crer, não é vírus)

O Valor de um Ídolo

Postado por HelderRM Em 18 de August de 2010COMENTAR

Quem nunca teve um ídolo? Alguém que você admira ou se inspire e que você acredite ser "perfeita", que vive feliz com tudo e não tem problemas como os seus, ou se tem, acaba com eles e os encara mais rapidamente? E como seria se você tivesse a oportunidade de ter esse seu mesmo idolo como seu "anjo-da-guarda" ou voz da consciencia por alguns dias?

 

Looking for Eric

 

Essa é a premissa de "Looking de Eric", filme dirigido por Ken Loach e com roteiro de Paul Liverty. A história gira em torno de Eric, um melancólico carteiro que vive com seus dois enteados do 2º casamento, e sofre de crises de pânico e das eventuais consequências das mesmas, especialmente a primeira retratada no filme, onde ele abandona sua esposa e filha recém-nascida após sofrer duras criticas de seu pai. Insatisfeito com sua vida e assistindo-a desmoronar novamente, Eric tem como principal fuga da realidade as partidas de futebol de seu clube do coração, o Manchester United da Inglaterra, e a imagem de seu idolo maior, o ex-jogador francês Eric Cantona, que teve uma brilhante (porém "desequilibrada") passagem pelo clube inglês na década de 90.

 

Para quem não conhece o jogador: nascido na cidade de Marselha em 1966, iniciou a carreira como jogador profissional no Auxerre. Teve passagens por outros clubes franceses como Olimpique de Marselha, Bordeaux e Nilmès, antes de se transferir para o Leeds United da Inglaterra. Um ano depois, se transferiu para o Manchester United, onde se consolidou como um dos principais idolos da história do clube, dito como um dos principais responsáveis pela estabilização do clube como um dos maiores do mundo. Mas sua passagem pelos Red Devils foi tão brilhante quanto complicada.

 

Em 1996, participou de um dos lances mais insanos da história do futebol, onde ele deu uma voadora em um torcedor adversário (link com video do lance épico http://www.youtube.com/watch?v=u-WmfTIRUWY ), fato que lhe rendeu uma suspensão de um ano sem poder jogar futebol. Nesse mesmo dia, proferiu um ditado célebre: "Quando as gaivotas seguem o barco dos pescadores, é porque pensam que sardinhas serão atiradas ao mar". E hoje ele é um dos principais "garotos propraganda" da NIKE, aparecendo em diversos comerciais da fornecedora esportiva.

 

Voltando ao filme: foi uma das mais gratas surpresas da Mostra de Cinema de SP. Com uma história simples e envolvente, com muitas cenas de comédia, mescladas com drama e conflitos morais, acompanhamos a vida de Eric, que após roubar (e obviamente fumar) um pouco de maconha de seus enteados, passa a receber a visita do "fantasma" de Cantona (interpretado pelo próprio francês), que se torna motivador, amigo, e consciência do carteiro, explorando bem todos seus dilemas e frustrações para com a vida, ajudando-o a encarar todos os seus problemas de frente e demonstrando toda a importância de se ter amigos. Também vale mencionar os assuntos debatidos no filme relacionados aos bastidores do futebol, onde os clubes por todo mundo passam a ser cada vez mais elitistas, deixando de se importar com trabalhadores comuns.

 

Um filme para quem gosta de futebol, e para quem não gosta também. A história consegue divertir a todos os públicos e ainda dar aquela "injeção de ânimo" em quem se sente desmotivado com a vida.

Muito recomendado!

Registrando o Imperceptível

Postado por Henrique Kopke Em 17 de August de 20102 COMENTÁRIOS
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Por Henrique Köpke – www.kinodinamico.wordpress.com

 

A revolução tecnológica criada pela fotografia tinha congelado o mundo. Foram criados milhares de registros que continham apenas instantes, a maior parte, desconexos entre si. No final do Século XIX, o tempo de exposição necessário para se obter uma foto bem nítida era enorme. Ao que parece, algumas pessoas se interessaram em capturar o movimento das coisas, mas precisaram reformular o sistema de registro das imagens para obter melhores fotografias e com tempo de exposição cada vez menor.

 

Apertando o gatilho do Cinema

 

Coube a Edward James Muybridge (1830 -1904), fotógrafo inglês radicado nos EUA, criar mecanismos para tornar possível a captura instantânea de imagens. As pesquisas óticas utilizando aparelhos fotográficos se multiplicavam em solo americano, Eastman e Edison eram a parte mais científica desse processo, enquanto Muybridge destinava seus experimentos para o campo das artes.

 

Sequencia de movimento por Muybridge

As condições para um salto tecnológico podem ser incríveis e improváveis. Nesse caso específico, foi uma aposta que abriu portas para o reconhecimento do trabalho de Muybridge, e por consequência, determinou processos fundamentais para o desenvolvimento do cinema. Leland Stanford, ex-governador da Califórnia e um amante de cavalos, fez um rebuliço na cidade ao afirmar em 1872 que o cavalo permanece com as quatro patas no ar, durante o galope. Advinha quem foi contratado para solucionar esse problema?

 

Em 1877, Muybridge resolveu a questão. Ele criou um sistema com diversas câmeras equidistantes, que seriam acionadas eletricamente durante o percurso de um cavalo. Dos 24 fotogramas obtidos, apenas um seria necessário para comprovar a afirmação de Leland.

Fotograma do cavalo com as 4 patas no ar

Muybridge dedicou anos ao estudo do movimento e publicou livros importantes que influenciaram áreas como a zoologia, biomecânica e a fisiologia. Em 1878 apresenta seu aparelho Zoopraxinoscope, que tinha a função de projetar sequências de movimento criadas por ele mesmo.

 

 

Zoopraxinoscópio

 

Disco com animação

Quase que paralelamente aos estudos de Muybridge, um inventor francês chamado Étienne-Jules Marey (1830 – 1904), pretendia inovar o campo da ciência mesclando fisiologia com a anatomia. Tinha ficado famoso em sua juventude ao criar um inseto artificial, para provar que as asas deste seres se movimentam em cliclos alternados, semelhante a forma do número 8. Marey continuou seus estudos registrando o vôo das aves, e assim, inventou o Fuzil Cronofotográfico que imprimia uma série de imagens na mesma superfície fotossensível.

 

Seus estudos sobre o movimento dos eixos, articulações e membros humanos e animais, se tornaram referência para alguns campos da ciência e da arte. Após ficar famoso com sua publicação La Machine Animale, Marey realizou pequenos filmes em alta velocidade (60 quadros por segundo), criando a primeira percepção artística para a câmera lenta.

 

 

 

 

 

Esquema funcional do Fuzil Cronofotográfico

 

No final de sua vida, estudou as esteiras de fumaça, criando as bases para a formação dos primeiros túneis aerodinâmicos de vento. A herança do trabalho de Marey pode ser observada com mais evidência no curta-metragem Pas de Deux de 1967 de Norman Mclaren, além de  todo o sistema de Motion Capture, responsável por criar personagens totalmente computadorizados a partir da análise primária do movimento 

 

 

Pesquisas com esteiras de Fumaça

 

[dailymotion id=x6znw7]

 

 

Atualmente…

 

 

Quer Fazer Parte de um Site sobre Cinema de Sucesso?

Postado por Rafael Cruz Em 16 de August de 20101 COMENTÁRIO

O site Tecnologia e Cinema abriu vagas para novos colaboradores do site. As candidaturas serão aceitas somente até o dia 31 de agosto e devem ser feitas a partir deste endereço: http://tecnologia-e-cinema.com/seja-um-colaborador-do-tecnologia-e-cinema/

 

————————– Atualização do dia 31 de agosto ——————————————-

O prazo para inscrição de novos colaboradores já foi encerrado. Caso queira inscrever em nossa lista de espera, faça por aqui – http://tecnologia-e-cinema.com/lista-de-novidades

 

 

Colaboradores do TeCEsta é uma boa oportunidade para o aluno de cinema ou cineasta recém-formado que busca uma colocação no mercado de trabalho, pois estará vinculando o seu nome em um site com excelente reputação no Brasil e em Portugal. O TeC é membro oficial da rede editorial portuguesa Tubarão Esquilo, que reune os melhores blogueiros e editores de variedades de Portugal, e também da rede nacional Brazucah.

 

O colaborador ainda poderá ganhar convites para ir a pré-estreias no Rio e em São Paulo, além de poder ser promotivo a autor do site e ter direito às participações nos lucros em publicidade.

 

Ele poderá contribuir com resenhas e críticas de filmes, notícias da área, dicas para realizadores, análises de técnicas cinematográficas e de computação gráfica, opiniões próprias sobre qualquer assunto relacionado a cinema, animação e efeitos especiais.

 

O colaborador não precisará pagar nada para os administradores do site e poderão publicar seus materiais quando puderem. Quanto mais artigos/notícias publicar, mais visibilidade ganhará em nossa comunidade de leitores.

 

Jornalista Detona Benício Del Toro em Entrevista sobre CHE

Postado por Rafael Cruz Em 14 de August de 20104 COMENTÁRIOS

Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou, ficou mudo e, por fim, deve ter se arrependido amargamente da dita cuja.

 

A entrevista referia-se à estreia mudial do filme CHE, protagonizado por Del Toro, que também conta com Rodrigo Santoro no papel de Fidel Castro.

 

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    A primeira pergunta: "por que estrear um filme sobre Che Guevara numa cidade (Miami) onde vivem tantos cubanos vitimados por um sistema que ainda está implantado em Cuba? É uma provocação?"

    Benicio gagueja.

    E ela completa: "O filme traz uma imagem positiva do Che, e imagine que, se fosse sobre Hitler, estaria ofendendo aos judeus.."

    Ele diz que o Che não criou campos de concentração.

 

Benicio del Toro Entrevista

 

E ela: "Estamos falando sobre assassinos. Não é o mesmo crime assassinar uma pessoa, cem ou cem mil?"

 

E acrescenta: "Você sabia que o Che, quando esteve encarregado da prisão de La Cabaña, mandou fuzilar pessoalmente mais de 400 pessoas?"

 

Benicio del Toro fala de pena de morte e ela contesta, já que foram execuções sumárias, sem julgamento..

 

Ele afirma então que eram terroristas ligados ao ex-ditador Batista. (Santa inocência!)

 

Ela o contesta, dizendo que foram assassinados por suas opiniões contra o governo revolucionário, por suas consciências.

 

Ele fica muuuito desconfortável.

 

A jornalista indaga por que o filme não mostra os fuzilamentos, os disparos que o próprio Che deu, em execuções, a sangue frio.

 

O ator não sabe.

E, por fim, ela pergunta se Benicio conhece a seguinte declaração de Che Guevara:

"A forma mais positiva e mais forte que há, à parte de toda ideologia, é um tiro em quem se deve dar em seu momento".

 

"Não me lembro, exatamente", responde ele.

 

E ela lhe presenteia com o livro "Guevara: Misionero de la Violencia", escrito por Pedro Corzo, historiador cubano e ex-preso político na ilha.

 

Ah, claro: a jornalista Marlen Gonzalez é de origem cubana.

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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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