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Breve conceito fragmentado do Cinema Francês

Desaparecidos, o primeiro filme de terror transmídia do Brasil estreia hoje
Estreia hoje nos cinemas de todo o país o filme Desaparecidos, do diretor David Schurmann, o primeiro filme transmídia do país. O filme conta a história de seis amigos que foram a uma festa VIP em Ilhabela (SP), na qual todos ganharam uma câmera para filmar a festa. Os seis amigos desapareceram e só suas câmeras foram encontradas, com imagens que mostram tudo que aconteceu antes do desaparecimento. O filme é transmídia pois não se restringe apenas ao cinema, ele aconteceu na internet e em outras mídias antes mesmo de ser gravado!
Conheça mais sobre o universo do filme e saiba os cinemas onde você pode assistir “Desaparecidos” no site!
Trailer Oficial:
Só eu achei o filme MUITO parecido com “Bruxa de Blair”???
Reencontrando a Felicidade

Mais uma tradução infeliz de título e que engana o público quanto ao teor da história. Trata-se de um drama em que o casal Becca Corbett (Nicole Kidman) e Howie Corbett (Aaron Eckhart) estão tentando aprender a lidar com o luto pela morte precoce do filho que não chegou a completar 4 anos.
É um tema dificílimo e por vezes banalizado no cinema, mas não aqui, e os personagens não estão tentando reencontrar a felicidade como sugere o título em português, eles estão apenas tentando viver sem serem sucumbidos pela dor e sem destruir a relação de marido e mulher.

O filme se concentra no cotidiano dos personagens e na incessante busca deles pela normalidade. Cada um possui uma maneira diferente de lidar com o luto. Howie encontra conforto em uma nova amizade, e nas pequenas lembranças que o filho deixou espalhadas pela casa. Enquanto isso, Becca encontra-se constantemente no parque com o adolescente Jason, que dirigia o carro que fatidicamente atropelou seu filho enquanto ele corria atrás do cachorro.
Na busca pela melhor forma de lidar com o luto, eles entram em conflito. Howie quer que as coisas do filho fiquem na casa, os desenhos, os brinquedos, tudo. Já Becca prefere mudar dali, pois considera doloroso demais ver as digitais do filho pelos móveis da casa. Além disso, o marido insiste para que a esposa busque algum tipo de ajuda já que esta reage com uma certa agressividade quando alguém fala da tragédia.

Tudo isso mostrado com uma estética bem simples, com a fotografia e o figurino em tons pastéis, filme ambientado num típico subúrbio americano, nada deve chamar mais atenção do que a história e tudo é feito para que o espectador se identifique com os personagens e pense: ‘’Sim, eu conheço alguém assim’’. Os diálogos são muito bem construídos e facilitam esta identificação, destaque para as cenas em que Becca conversa com sua mãe, vivida pela atriz Dianne Wiest.
Todos os atores estão muito bem, principalmente Nicole Kidman, Aaron Eckhart e Dianne Wiest. E mesmo com um tema doloroso como este, o filme consegue ter os seus momentos engraçados e se manter espirituoso até o final. A cena do acidente que matou o filho Danny nunca é mostrada, afinal não importa como ele morreu, e sim que ele morreu. Assim como o fato de que não há a melhor maneira de se lidar com este tipo de dor. Não há um jeito certo ou errado de lidar com o nunca mais, principalmente quando a suposta ordem natural das coisas se altera. E como diz a personagem de Wiest, em algum momento torna-se suportável.

Reencontrando a felicidade – título original Rabbit Hole
Ano: 2010
Diretor: John Cameron Mitchell
Elenco: Nicole Kidman, Aaron Eckhart, Dianne Wiest, Miles Teller, Sandra Oh
Lançamento no Brasil: 06/05
Bruna Surfistinha

Antes de começar a falar sobre o filme propriamente, é importante dizer que as minhas expectativas para tal eram bem baixas, e admito que isso se deve em grande parte a um certo preconceito, pois achei a escolha de Débora Secco para o papel equivocada. E explico, não acho que ela seja uma atriz ruim, mas achava que para o papel ser crível talvez fosse melhor escolher alguém que tivesse a imagem um pouco menos explorada pela mídia. Depois de assistir ao filme, no entanto, tenho que admitir, errei. Débora, que já está na casa dos 30, consegue convencer na pele de Raquel Pacheco que aos 17 anos saiu de casa e virou a prostituta Bruna Surfistinha.
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O filme é baseado no livro ‘’O doce veneno do Escorpião’’, em que ela relata suas experiências durante os anos em que se prostituiu, dos 17 aos 20. A história já é bem conhecida pelo público, uma vez que Raquel Pacheco um blog com o nome de guerra e chegou a participar de vários programas de auditório na época de lançamento do livro.
Como trata-se de uma história muito conhecida pelo público achava difícil que o filme conseguisse acrescentar algo ou dar uma visão diferente sobre o assunto. Contudo, novamente me enganei, a direção do longa-metragem assinada pelo estreante Marcus Baldini, concede uma certa sensibilidade a realidade vivida pela personagem, porém sem torná-la vítima, já que a postura dela nunca é esta também. Ainda que Raquel não tivesse dimensão do que estava fazendo, e nem conhecimeto das marcas que suas escolhas pudessem deixar, ela assume completamente a responsabilidade dos seus atos. Claro que isso a torna um pouco cínica durante uma boa parte do filme, cinismo este que a faz resistir e aguentar as consequências de sua escolhas e não deixa o filme cair no sentimentalismo, comum nos filmes que retratam a prostituição.
Algumas pessoas podem reclamar das cenas de sexo ou do excesso delas, mas não há o que contestar, visto que trata-se do ofício da protagonista e, portanto, não há como colocá-las em segundo plano. As cenas são bem cruas e realistas e a quantidade mostra o quão banal torna-se o sexo para aqueles que fazem dele o seu ganhã-pão. E são tantas as cenas que o público, assim como a protagonista acaba-se acostumando.
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O elenco todo é bom. Débora Secco está muito bem no papel e faz de Raquel uma sobrevivente, e não uma heroína. A verdade é que ela interpreta duas personagens: Bruna e Raquel. As duas por vezes se confundem. E sim, ela consegue fazer o público esquecer de quem ela é. Além dela, os outros destaques são Drica Moraes, que faz a cafetina Larissa e Fabíula Nascimento que faz uma das amigas de Raquel. Ambas fazem parte de um núcleo mais cômico do filme e deixam a história um pouco mais leve.

A história começa como um drama, intriga o público, passa pela e comédia e envolve as pessoas, para depois concluir como um drama. Tudo isso pontuado por uma excelente trilha sonora, ainda que eu não goste muito do momento em que Fake Plastic Trees, do Radiohead aparece. Não acho que a música era pertinente ao momento em que foi inserido, apesar de entender a escolha.
Contudo, Bruna Surfistinha é um bom filme, com um bom roteiro, uma edição competente, uma trilha sonora eficiente e uma ótima interpretação de Débora Secco.
Filme: Bruna Surfistinha (2011)
Diretor: Marcus Baldini
Elenco: Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, FabÍula Nascimento, Cris Lago, Erika Puga, Simone Illiescu e Brenda Ligia






Smurfet











