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Um Gato em Paris

Postado por Rafael Cruz Em 21 de October de 2011

Animação francesa “Um Gato em Paris” estreia em 21 cidades nesta sexta-feira.

Um Gato em Paris

Longa RECUPERA TRADIÇÃO DO DESENHO À MÃO, COM HISTÓRIA PARA CRIANÇAS cheia de REFERÊNCIAS A CLÁSSICOS CINEMATOGRÁFICOS DO GÊNERO POLICIAL

 

“Um Gato em Paris” (Une Vie de Chat), dirigido por Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli, do renomado estúdio Folimage, estreia nesta sexta-feira, dia 21, em 21 cidades brasileiras. O animado, sucesso em seu país de origem, onde foi visto por cerca de 400 mil espectadores, estará nas telas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campos, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macaé, Maceió, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luís, São Paulo e Vitória. O projeto demorou mais de cinco anos para ficar pronto, e inova ao trazer uma história policial para crianças – o que é raro no cinema – ao mesmo tempo em que recupera a tradição do desenho feito à mão. No Brasil, o filme é distribuído pela Bonfilm.

 

O gato do título é Dino que, durante o dia, mora na casa da delegada Jeanne e sua fila Zoe. À noite, o bichano acompanha Nico, um ladrão que percorre Paris pelos telhados para praticar seus roubos. Paralelamente à investigação dos misteriosos furtos, a delegada ainda tem que lidar com a possibilidade de roubo de uma obra de arte africana pelo grande vilão Victor Costa e seu bando – responsáveis pela morte do marido dela em uma tentativa anterior de levar a mesma peça. Em uma tomada, a catedral de Notre Dame serve de cenário para uma perseguição eletrizante. No filme, a cidade de Paris tem a mesma importância de um personagem.

 

Quebrando paradigmas e evitando o maniqueísmo, “Um Gato em Paris” é destinado às crianças, jovens e adultos (indicado para crianças a partir dos seis anos. Mas o filme também promete agradar aos pais). “Coloquei algumas pitadas para os cinéfilos. Uma conversa entre os bandidos que lembra Scorsese, um quarteto de gângsteres de meia tigela de apelidos esquisitos tirado de ‘Cães de Aluguel’, ou uma cena em homenagem a ‘O Mensageiro do Diabo”, revela Alain Gagnol, fã do cinema americano. Do ponto de vista técnico, o traço sensível e as imagens pictóricas remetem à influência de Matisse, Modigliani e Picasso no desenho dos franceses. Ao todo, cerca de 60 pessoas trabalharam na produção dos 769 planos.

 

Ficha Técnica

Um Gato em Paris (Une vie de chat)
De Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli
Classificação indicativa: 10 anos
Gênero: Animação / Aventura
Duração: 1h10 minutos
Ano: 2010
Distribuidor Brasil: Bonfilm

 

Sinopse: Dino é um gato que divide sua vida entre duas casas. Durante o dia, ele vive com Zoé, a filha de Jeanne, uma delegada de polícia. Durante à noite, ele escala os tetos de Paris em companhia de Nico, um ladrão de grande habilidade. Jeanne está investigando vários roubos de jóias e ainda precisa cuidar da vigilância do Colosso de Nairóbi um grande monumento cobiçado pelo bandido Costa. Dino é testemunha de tudo que acontece e viverá muitas aventuras.

 

Cidades onde o filme estreia: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campos, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macaé, Maceió, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luís, São Paulo e Vitória.

 

Bonfilm: Organizadora dos festivais Varilux de Cinema Francês e Opera na Tela, a Bonfilm iniciou atividades de distribuição em 2010 com o filme “Um homem que grita”, de Mahamat Saleh Haroun, prêmio especial do Júri em Cannes 2010, que foi um grande sucesso de imprensa e de crítica no Brasil. O filme foi lançado em parceria com o SESC Nacional.

Extra Maldita: Dia Internacional da Animação no RJ

Postado por Rafael Cruz Em 20 de October de 2011

animacao_dia

Se você curte uma boa animação e estará pelo Rio de Janeiro nesta sexta, então você está CONVOCADO a comparecer na Sessão Maldita no CIne Jóia (Copacabana).

 

DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

SESSÃO EXTRA MALDITA: ANIMAÇÃO CARIOCA no Cine Jóia.

Dia 21 de outubro (sexta) às 22h30, em Copacabana

Reserve o início da noite de sexta-feira (21) para a sessão "esquenta" do Dia Internacional da Animação no Rio de Janeiro. Raridades da animação carioca, novidades, filmes quase inéditos… novos animadores e veteranos mostrarão do que é feita a animação na cidade maravilhosa.

 

A sessão carioca exibirá o clássico dos anos 80 "Alex", dirigido e animado por Aída Queiroz, Cesar Coelho, Fábio Lignini, Rodrigo Guimarães e Patricia Alvez Dias.

Av. Nsa. Sra. de Copacabana, 680, Subsolo / loja H – Copacabana

Entrada gratuita, limitada à lotação de 87 lugares.
Distribuição de senhas a partir das 22h

Apoio:
Cine Jóia
Vila Cine

Ludibriando o Cérebro

Postado por Henrique Kopke Em 3 de January de 2011

 Os anos 20 do século XIX se tornaram decisivos no processo de produção e percepção das imagens. No campo da produção, os experimentos de Joseph Niépce (1765-1833) e seu sócio Luis Daguerre (1787-1851) criaram as condições para a invenção da fotografia, elemento fundamental para as pesquisas de movimento com sequências de imagens.

Thaûma + Torpor 

Muito antes destes processos complexos, alguns cientistas se preocupavam com o funcionamento  da percepção humana acerca do movimento. Em 1824, Peter Mark Roget apresentou um artigo à  Royal Society de Londres (pdf original: The_Persistence_of_Vision_with_Regard_to_Moving_Objects_by_ Peter_Mark_Roget_1824), onde discutia a sensação ilusória de se enxergar uma roda de carruagem rodar ao contrário durante seu movimento normal de rotação. A teoria da Persistência Retiniana comandou por muitos anos o campo da neurofisiologia e neurologia acerca do processo de percepção das imagens. Hoje em dia, essa teoria é completamente errônea, são os efeitos phi (Φ) e beta (β) os mecanismos responsáveis pelo processo de formação das imagens em movimento.

 

Ainda em 1824, o físico inglês John Ayrton Paris (1785-1856) fez uma demonstração do funcionamento da Persistência Retiniana ao Royal College of Physicians utilizando o Taumatrópio. Historicamente, há uma divergência da real patente deste brinquedo ótico. Alguns relacionam o invento à Peter Mark Roget que o apresentou na mesma data da publicação de seu artigo. De fato, qualquer um dos possíveis inventores, se baseou nas idéias do astrônomo John Herschel (1792-1871).

 

Taumatrópio significa o que se transforma em algo maravilhoso, formado pela junção das palavras gregas thaûma (maravilha) + tropos (girar, transformar). Trata-se de dois discos com desenhos diferentes unidos por um cordão, elástico ou barbante. Ao girarmos o taumatrópio, as imagens aparentemente se unem, formando uma única imagem perceptível.

 

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Não demorou muito tempo para que, a respeito das lanternas mágicas, os taumatrópios se tornassem brinquedos. Até o início do século XX, muitos eram vendidos em lojas e feiras.  Na Inlgaterra, na Era Vitoriana, o Taumatrópio era o brinquedo mais popular, instigando interesses comerciais e científicos.

 

Jogo do Taumatrópio, publicado por Mauchair Dacier. Paris 1891 www.dickbalzer.com
Para reforçar o efeito ilusório, um lado preto&branco…
… do outro lado, litografias coloridas.
Taumatrópio em ação

E agora, que tal fazer o seu?

Megamente, uma Animação Divertida e Sagaz

Postado por Rafael Cruz Em 30 de November de 2010

Ontem tive o prazer de assistir ao filme "Megamente" junto com a amiga Laís Dal Bianco. Na verdade fomos ao cinema com a intenção de assistir a outro filme, mas quis o destino que eu me atrasasse e perdesse a sessão. Então corremos para a mais próxima, que era esta animação esquisita de um cara com uma cabeça azul enorme. De cara adorei! Confesso que eu nada sabia da estória, então fui sem espectativas, que na verdade é a melhor coisa que você faz quando quer ver um filme: Assistí-lo sem esperar nada dele.

 

Megamente

 

Continuando, assisti e adorei o filme! Megamente é uma animação muito bem realizada, que brinca com os clichês de estórias de super heróis, tem um roteiro interessante e muitos diálogos bem pensados e hilários. É um filme para o público adulto também, a julgar pelos inúmeros signos presentes na obra, que rememoram acontecimentos políticos recentes e outras situações que as crianças não entenderiam por completo.

 

Muito interessante também foi a construção antropológica dos heróis, que é apresentada logo no início do filme. Para a criança, esta parte do filme não quer dizer muita coisa, mas para adultos, ela pode lançar vários questionamentos à cerca da sociedade, que forma heróis e vilões todos os dias.

 

Acabei assistindo a versão dublada e quer saber? Não me arrependi. O trabalho de dublagem foi sensacional! A adaptação dos diálogos para a nossa realidade foi muito bem feita. Vale ver o filme dublado sim!

 

Outro detalhe que eu percebi foi a exploração da imagem do nerd no filme. No início, temos sinais sutis de nerdices, como as camisas que o operador de câmera Carl usa durante o seu trabalho. Mas a frente surge um personagem nerd que trabalha no museu, o Bernard, e que será muito importante para a trama, assim como o nerd que opera a câmera.

 

O melhor de tudo, pra mim, foi ver o final apoteótico ao som de "Bad" de Michael Jackson. Uma música emblemática para o filme e especial para mim, que sou muito fã do saudoso Rei do Pop.

 

Este texto não é uma resenha sobre o filme e sim pequenas e rapidas impressões que eu, Rafael Cruz, tive ao assistí-lo.

 

Conheça a Animação No Rastro da Lua

Postado por Rafael Cruz Em 22 de November de 2010

“No rastro da lua” constitui uma animação de 5 minutos que não passa de um clipe musical louvando o jangadeiro: uma figura emblemática da cultura brasileira — um tema, aliás, também abordado por Orson Wells nos 50 e alguns congêneres brasileiros. Todavia, em vez de se reduzir a uma espécie de nostalgia melancólica por um Brasil perdido como de costume, “No rastro da lua” acaba nos surpreendendo com uma espécie de otimismo pós-apocalíptico e pode bem corresponder ao primeiro desenho animado brasileiro sobre o assunto.

 

No Rastro da Lua

 

Ele foi feito com o programa Flash por um artista apenas: Ben-Perrusi Martins, que aconteceu de produzi-lo em menos de um mês em meados de 2009. Ben empregou o próprio mouse na realização desenho propriamente dito e o programa FL Studio na da música. Quanto à música (“Sinfonia nordestina à maneira do Tio Gamaliel”),  Ben tentou seguir a tradição musical da referida região, que acontece ser a sua terra-natal, juntamente com um certo toque do estilo musical de um dos seus tios  mortos, que aconteceu ser um musicista clássico local. O artista fez este curta como uma espécie de teste para um futuro projeto-maior.

 

No Rastro da Lua

 

“Os brasileiros” constitui uma animação de 70 segundos: um clipe musical louvando o Quilombo de Palmares, que é apresentado por ele como o primeiro estado oficial não-nativo e não-europeu das Américas e do Brasil. Na verdade, “Os brasileiros” representa o primeiro desenho animado do mundo mostrando com fidelidade histórica tal quase desconhecido episódio da história das Américas e do Brasil.

 

No Rastro da Lua

 

Ele foi feito com o programa Flash por um artista apenas: Ben-Perrusi Martins, que aconteceu de produzi-lo em menos de 2 meses durante o final de 2009. Ben empregou o próprio mouse na realização desenho propriamente dito e o programa FL Studio na da música. Algumas paisagens retratadas no filme constituem réplicas adaptadas dos quadros autênticos da época feitos pelo pintor holandês Frans Post. Quanto à música, Ben tentou seguir a tradição musical da referida região, que acontece ser a sua terra-natal. O artista fez este curta como uma espécie de teste para um futuro projeto-maior.
 

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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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