As atuais teorias de cinema são visíveis internacionalmente não apenas na França e Inglaterra, mas também na Itália, Espanha, Alemanha e na maioria dos países da Europa Ocidental. Na França, especificamente, é que podemos afirmar e até mesmo denominar como o berço das atuais tendências teóricas. Ou seja, as verdadeiras razões que residiram em Bazin e seus bem-sucedidos esforços, incorporam uma importante discussão sobre o cinema ao diálogo cultural considerado previamente hostil. Através dos cineclubes, da Cinemateca Francesa e da crítica série de publicações influentes e do nascimento da Cahiers du Cinéma, a população francesa do pós-guerra foi “bombardeada” de constantes teorias do cinema.
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O que é Cinema?
Da teoria de André Bazin.
Bazin fazia constantemente esta pergunta, porém sem jamais desejar ou pretender chegar a uma conclusão definitiva. O cinema é o que tem sido e o que pode se tornar. Ou seja, é a história de uma evolução, um processo sempre em crescimento, se transformando, se revelando…
Essa atitude explica a orientação histórica das teorias de André. Para entender o cinema, é essencial levar em conta suas origens e observar as direções de seu crescimento em um ambiente mutacional. Ou seja, o cinema não é somente um produto de dois pais, e sim, de duas correntes genéticas. De um lado está o realismo e de outro o institucionalismo. (O realismo vem da pintura que, desde o Renascimento, desejou duplicar o mundo concreto a qual o próprio teórico mostrara em seu meticuloso ensaio “Ontologia da Imagem”. Já a literatura, recebeu um ímpeto em direção ao realismo.)
O que é Teoria do Cinema? O que os Teóricos Fazem?
Qual a importância dos teóricos perante ao cinema? O que um teórico estuda exatamente? Qual a sua contribuição? Quais são os pensamentos/visões que o mesmo pode proporcionar aos realizadores e espectadores?

Os teóricos de cinema verificam proposições práticas e teóricas sobre o cinema. Na questão prática, a teoria do cinema responde as questões feitas por aqueles “engajados na feitura de filmes”. Já na questão teórica, a teoria do cinema mostra o que os cineastas compreendem de maneira intuitiva.
Função do Cinema: André Bazin – Final
Seguindo a linha de raciocínio apresentada no tópico anterior sobre “O que é cinema?” e para um melhor entendimento sobre o assunto em questão, é importante ressaltarmos a concepção de que durante o período do cinema clássico, as próprias pessoas podiam ir ao cinema, pois qualquer filme em que os próprios pudessem ver, seria menos importante que o próprio restabelecimento do “ritual cultural e estético” do cinema.

Teoria Realista do Cinema
Deixaremos um pouco de lado as concepções de André Bazin e apresentaremos inicialmente o conceito realista do cinema, apresentado pelo teórico Siegfried Kracauer, a fim de fazermos (mais adiante) breves comparações – ressaltando as diferenças – entre os dois teóricos (Kracauer e Bazin) e explicar as suas possíveis identificações. Principalmente no que diz respeito ao documentário. De qualquer forma, logo de início, não havia dúvidas de que a tendência teórica dominante na época era a do cinema formativo, pois havia proporcionado uma corrente subterrânea que constituiu o início da tradição fotográfica e até mesmo a realista. Em 1913, por exemplo, ocorreram as primeiras proclamações através dos filmes produzidos e sob os quais retratavam a vida exatamente como ela é. Ou seja, qualquer pessoa que tivesse visto esses filmes, se surpreenderia com a fabulosa trama melodramática presentes nas histórias.
Na época do cinema sonoro, a única teoria realista considerada digna de nota, parte justamente daquela engajada nas realizações de filmes. Diversas declarações de documentáristas foram feitas, a fim de prestigiar – se é que podemos dizer assim – os filmes considerados diferentes – por não seguir as tendências do entretenimento. Um paradigma considerados pelos adeptos da teoria como um ponta pé inicial para aquilo que posteriormente viria.






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