Biutiful (2010), de Alejandro González Iñárritu (Babel, 21 Gramas, Amores Brutos), mantem as marcas estilísticas características do diretor: a não-linearidade, gosto pela pela estética realista, crua e dura, foco em vidas sem saída, marcadas pela luta em torno da sobrevivência, e enfoque na temática da morte como algo inevitável, mesmo que se negue a aceitá-la.
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Além da Vida (Hereafter)
Clint Eastwood continua sendo o diretor norte-americano contemporâneo que mais gosto. Além da Vida (Hereafter, 2009) demonstra bem essa premissa. O diretor, ao falar sobre a morte em seu mais recente filme, acaba por enfatizar a vida. Não entra no campo da discussão sobre o além.
Vicky Cristina Barcelona

O mais recente filme de Woody Allen estreou no Rio semana passada, trazendo um frescor que lembra o estilo dos primeiros filmes de Pedro Amodóvar, tanto no uso da cor quanto na mise en scène.
O Atalante – Minha ultima sessão de cinema no Paissandu

Minha última sessão de cinema no Paissandu foi às 19h15 de sexta, 29 de agosto de 2008. O filme escolhido foi o francês O Atalante (L’ Atalante), de Jean Vigo, de 1934.
As belas imagens da história de amor passada a bordo do barco Atalante, o último filme de Vigo, não deixam transparecer seus conturbados bastidores: o diretor filmava já bastante doente, morreria poucos meses depois das filmagens, e o filme passaria por sérias dificuldades de finalização.
LEMON TREE, limoeiros como metáfora de um conflito

Lemon Tree traz a nós, do ocidente, mais uma visão sensível sobre os conflitos entre israelenses e palestinos. Assim como em A Banda, filme já comentado e indicado neste blog, a curiosidade recai sobre a vida das pessoas da região. Porém, enquanto em A Banda a abordagem do conflito é deixada em suspenso para vivenciarmos a subjetividade de seus personagens, em Lemon Tree ele logo se estabelece e ganha em densidade dramática.
O foco metafórico da disputa entre israelenses e palestinos passa a ser uma plantação de limoeiros, que separa, de um lado, a recém instalada casa do Ministro da Defesa de Israel, e, de outro, a residência de uma viúva palestina, proprietária dos limoeiros, o lado supostamente mais fraco desse embate. Porém, com o toque sensível do diretor Eran Riklis, o mesmo de A Noiva Síria, acompanhamos a luta contida e solitária dessa mulher em defesa da plantação, de onde tira seu sustento. Em meio a isso, as verdades de cada personagem vão sendo expostas com sutil maestria, levando-nos, ao final do filme, a refletir: quem ganhou e quem perdeu nesse conflito? É quando se torna mais viva a reflexão sobre o drama real que assola a região há anos, questionamentos que, finda a exibição, seguem conosco para além da sala de cinema.





Smurfet











