Tecnologia e Cinema

Unindo Ciência e Arte

A Matéria-Prima da Arte Cinematográfica

Postado por Marcia Freddy em 20 de Fevereiro de 2012

Balázs reconhecia que o cinema detinha numerosas funções, porém a arte do próprio, só se alimentava, do potencial revolucionário do rejuvenescimento cultural que  encarecia de certas atenções.

A consciência do teórico quanto à origem do uso estético do cinema só se tornara possível  por conta da elaboração rápida de sua teoria na forma linguística do meio  e das previsões, ou melhor, sugestões feitas para com o futuro.  O processo cinemático, por exemplo, era  utilizado somente por teóricos formativos que se envolviam na criação da arte cinematográfica. Ou seja, fora das coisas consideradas deste mundo. A matéria-prima – especificamente – não era exatamente a realidade, e sim, o  ”assunto fílmico” que na maioria das vezes se apresentava como uma forma de experimentação, onde oferecia  ao cinema uma grande transformação.

Essa noção do “tema fílmico” é tanta que curiosamente se tornara única. Ou seja, como marxista, Balázs acreditava firmemente na realidade e independência do mundo externo em diversos sentidos.  A arte  jamais capturou a realidade em si mesma, uma vez que sempre trouxera para este mundo seus próprios padrões e significados humanos. A realidade, porém, é bastante multifacetada e aberta a muitos usos. Cada arte trata a realidade a seu modo e escolhe como temas apenas aspectos da realidade que poderiam ser transformados em meios especiais.

A concepção de Balázs sobre isso é claramente revelada por suas observações em relação as adaptações. O cineasta, por exemplo, que perscruta outro trabalho artístico busca seu tema, porém não faz nada de errado desde que tente reformulá-lo através da forma linguística do cinema. (Neste ponto o teórico não poderia estar tão distante da posição defendida por Bazin, que instigava os diretores a esquecerem sua preciosa forma linguística e se colocarem  a serviço  das obras de arte que queriam levar para o cinema.)

O respeito por Balázs se torna grande justamente por conta da seleção apropriada aos temas cinematográficos a qual ele confere ao roteiro como o status de trabalho da arte independente. Ou seja, a matéria-prima cinemática existe apenas para aqueles que tem o talento e a energia para procurá-la e por fim aprofundar-se em suas próprias e particulares experiências.

O tempo / Transcorrido entre dois eventos / Não é o mesmo para dois observadores em movimento.
Marcia Freddy
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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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