Bom, a julgar pela noite de ontem, espero que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tenha finalmente entendido que a renovação da premiação deve acontecer de dentro para fora, e não ao contrário como tentaram fazer ao escalar James Franco e Anne Hathaway para serem os apresentadores da noite.
Logo no primeiro bloco a coisa já parecia que ia descambar, uma vez que eles resolveram fazer aquela brincadeira de inserir os dois apresentadores nos filmes indicados, uma espécie de paródia, e seria até engraçado, mas a idéia era batida, o MTV Movie Awards tradicionalmente faz isso todo ano e o Billy Crystal já fez a mesma coisa em uma das vezes que apresentou a premiação.
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Depois disso, quando Anne e James apareceram no palco, havia uma disparidade, a atriz parecia estar extremamente animada e empolgada, enquanto James parecia ter se entupido de Lexotan, totalmente chapado. Justamente por isso, é impossível comentar a performance dele no Oscar, ele simplesmente não compareceu. Anne Hathaway teve que segurar o público todo sozinha, e talvez até fosse possível se o texto ajudasse, mas o texto não ajudava. As piadas eram ruins, não havia entretenimento para a platéia do Kodak Theatre e nem para os telespectadores.
Pra se ter uma idéia do quão fraca foi a festa, um dos melhores momentos da noite foi protagonizado por Kirk Douglas, uma ator de 94 anos, de bengala e que já sofreu vários derrames. E temos que agradecer a presença dele, pois por 4 minutos pelo menos a platéia pode se divertir. Kirk flertou com a anfitriã, brincou com a sua bengala, e quebrou o protocolo ao fazer suspense antes de anunciar a vencedora na categoria de melhor atriz coadjuvante.

A festa sendo fraca, esperava-se que pelo menos nos prêmios houvesse ousadia e surpresa, mas a Academia não permitiu isso também. Tudo muito previsível, nada de novo. Nos prêmios de atuação, nada mais justo. Contudo, é difícil acreditar que em 2011 um filme careta como O discurso do Rei tenha conquistado as estauetas de melhor diretor e melhor filme. Não é um filme ruim, é bom, e só isso. Entre os 10 indicados, é sem dúvida o menos interessante. E eles resolvem premiar justamente esse. Numa premiação que deveria primar pela excelência, escolher um filme medíocre me parece uma incoerência.
Quando Hugh Jackman apresentou o Oscar em 2009, fiquei feliz, o cara soube entreter, o formato da festa era bom, Milk ganhando prêmios, mas chegamos em 2011 e a Academia segue dando passos para trás. Entretanto, isso prova que a renovação deve se iniciar dentro da Academia, com a renovação dos membros, do formato e consequentemente dos premiados. Tudo isso, é claro, se houver de fato a intenção de renovar o público. Nos atuais moldes não há apresentador que consiga realizar tal façanha.

Depois do desabafo, digo aqui que fiquei feliz por ver Natalie Portman ganhando, assim como o Christian Bale. Kirk Douglas foi também um dos pontos altos da noite. A rede Social merecia mais, mas gostei que eles levaram trilha original, roteiro adaptado e montagem. Fora isso, a cerimônia foi um tédio. E Celine Dion, que isso, em que ano estamos?! Espero mais de 2012, muito mais!
A lista completa de vencedores >>>> http://g1.globo.com/pop-arte/oscar/2011/noticia/2011/02/academia-anuncia-vencedores-da-83-edicao-do-oscar.html
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Gravado em junho de 2010 na Royal Opera House, o espetáculo tem 3 horas de duração. Com a co-produção da líder mundial em tecnologia 3D para o cinema, a Real D – parceira da Rede no projeto -, câmeras fixas e móveis foram usadas na captação das imagens, possibilitando uma experiência de imersão completa para o público. Ao todo, quatro sessões de Carmen serão realizadas nos cinemas da Rede Cinemark. A primeira apresentação acontece no dia 12 de março. “Para muitas pessoas, esta é a única oportunidade para assistir a um espetáculo deste porte. A temporada 2010/11 do Metropolitan de Nova York, que estamos exibindo desde o ano passado, já conta com um público fiel”, comemora Bertini.
Tecnologia e Cinema (TC) – André, você é jornalista e crítico literário. Quando você teve a ideia de escrever suas próprias estórias? Como foi isso?
TC – Seu primeiro livro, o Manual do Serrote (que é o meu favorito), é uma ode ao bom humor e ao sarcasmo. Você teve problemas com amigos ou conhecidos por acharem que você estava escrevendo sobre eles? E qual foi a reação do público a este seu primeiro livro?
TC – Em 2008 você lançou o livro “O Velho Oeste Carioca” **, que é um magnífico acervo de fatos e curiosidades históricas sobre a zona oeste do Rio de Janeiro. Como foi o trabalho de pesquisa para esta obra tão singular?







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