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Arquivos do mês de February de 2011

Oscar 2011

Postado por Amanda Jordão Em 28 de February de 2011
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Bom, a julgar pela noite de ontem, espero que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tenha finalmente entendido que a renovação da premiação deve acontecer de dentro para fora, e não ao contrário como tentaram fazer ao escalar James Franco e Anne Hathaway  para serem os apresentadores da noite.

 

Logo no primeiro bloco a coisa já parecia que ia descambar, uma vez que eles resolveram fazer aquela brincadeira de inserir os dois apresentadores nos filmes indicados, uma espécie de paródia, e seria até engraçado, mas a idéia era batida, o MTV Movie Awards tradicionalmente faz isso todo ano e o Billy Crystal já fez a mesma coisa em uma das vezes que apresentou a premiação.

 

Depois disso, quando Anne e James apareceram no palco, havia uma disparidade, a atriz parecia estar extremamente animada e empolgada, enquanto James parecia ter se entupido de Lexotan, totalmente chapado. Justamente por isso, é impossível comentar a performance dele no Oscar, ele simplesmente não compareceu. Anne Hathaway teve que segurar o público todo sozinha, e talvez até fosse possível se o texto ajudasse, mas o texto não ajudava. As piadas eram ruins, não havia entretenimento para a platéia do Kodak Theatre e nem para os telespectadores.

 

Pra se ter uma idéia do quão fraca foi a festa, um dos melhores momentos da noite foi protagonizado por Kirk Douglas, uma ator de 94 anos, de bengala e que já sofreu vários derrames. E temos que agradecer a presença dele, pois por 4 minutos pelo menos a platéia pode se divertir. Kirk flertou com a anfitriã, brincou com a sua bengala, e quebrou o protocolo ao fazer suspense antes de anunciar a vencedora na categoria de melhor atriz coadjuvante.

 

 

A festa sendo fraca, esperava-se que pelo menos nos prêmios houvesse ousadia e surpresa, mas a Academia não permitiu isso também. Tudo muito previsível, nada de novo. Nos prêmios de atuação, nada mais justo. Contudo, é difícil acreditar que em 2011 um filme careta como O discurso do Rei tenha conquistado as estauetas de melhor diretor e melhor filme. Não é um filme ruim, é bom, e só isso. Entre os 10 indicados, é sem dúvida o menos interessante. E eles resolvem premiar justamente esse. Numa premiação que deveria primar pela excelência, escolher um filme medíocre me parece uma incoerência.

 

Quando Hugh Jackman apresentou o Oscar em 2009, fiquei feliz, o cara soube entreter, o formato da festa era bom, Milk ganhando prêmios, mas chegamos em 2011 e a Academia segue dando passos para trás. Entretanto, isso prova que a renovação deve se iniciar dentro da Academia, com a renovação dos membros, do formato e consequentemente dos premiados. Tudo isso, é claro, se houver de fato a intenção de renovar o público. Nos atuais moldes não há apresentador que consiga realizar tal façanha.

 

Depois do desabafo, digo aqui que fiquei feliz por ver Natalie Portman ganhando, assim como o Christian Bale. Kirk Douglas foi também um dos pontos altos da noite. A rede Social merecia mais, mas gostei que eles levaram trilha original, roteiro adaptado e montagem. Fora isso, a cerimônia foi um tédio. E Celine Dion, que isso, em que ano estamos?! Espero mais de 2012, muito mais!

 

A lista completa de vencedores >>>>  http://g1.globo.com/pop-arte/oscar/2011/noticia/2011/02/academia-anuncia-vencedores-da-83-edicao-do-oscar.html

Cisne Negro, a Experiência de Assisti-lo

Postado por Amanda Jordão Em 27 de February de 2011
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Quando vi o primeiro trailer de Cisne Negro fiquei imediatamente interessada em assisti-lo. No entanto, quando vi que o filme era dirigido por Darren Aronofsky (Réquiem para um sonho e O lutador) mudei um pouco de idéia. Confesso que um certo desânimo me acometeu. Achava seus filmes anteriores pretensiosos demais e por isso, muitas vezes tediosos.  Acontece que o diretor em questão sabe escolher bem os seus atores, e a presença de Natalie Portman no elenco era maior do que qualquer preconceito que eu pudesse ter com o filme.

 

 

 Sempre achei Natalie uma atriz talentosa, desde sua estréia no cinema aos 13 anos. Contudo,  acredito que o seu tipo físico (a atriz tem 1,60 de altura e pesa menos de 50 quilos) a tenha prejudicado por diversas vezes, pois se olharmos a sua extensa filmografia poucos diretores ousaram desafia-la para um papel mais maduro. Aronofsky o fez, aliás fez mais, desafiou os limites físicos da atriz que se preparou por um ano para o papel se submetendo a horas a fio de treinamento e a uma dieta extremamente restrita que a fez perder 10 quilos.

 

Cisne Negro é um filme que trata de transformações, a transformação de Nina em mulher, paralela a transformação do Cisne Branco em Cisne Negro. Tudo isso para que a bailarina em questão atinja a sua tão sonhada perfeição. E é justamente esse processo de tranformação que faz muitos odiarem ou amarem o filme, pois a história vai tomando outro rumo.

 

 Algumas pessoas preferem ter uma experência mais contemplativa com os filmes, sem muito envolvimento, mas para que o filme de Aronofsky dê certo é necessário que o espectador deixe-se levar, só assim a experiência pode valer a pena. Eu me envolvi totalmente, chegando até o final completamente anestesiada.

 

 

A câmera na mão, a trilha brilhante inspirada na obra de Tchaikovsky pontuando alguns momentos tensos, o zoom muito bem utilizado, a constante oposição entre o preto e o branco, a direção de arte minimalista, tudo leva a completa imersão no universo criado.

 

Mesmo assim, muitos adquiriram um postura extremamente cínica com relação a história, achando que trata-se de uma bobagem sobre o balé que no final vira um filme de terror, enfim, opiniões. Mas até agora não vi ninguém ficar indiferente ao filme. É uma experiência que provoca debates, sustos e muitas aflições. E há muito tempo um filme não provocava essa reação arrebatadora em mim.

 

 

Assim como Nina teve que sofrer para se tornar o Cisne Negro, para  Darren Aronofsky era imprescindível realizar os outros dois filmes já citados acima para chegar até Cisne Negro. O mesmo vale para Natalie Portman, que desde os 12 anos sonhava interpretar uma bailarina, mas ela conseguiu muito mais que isso, se  firmou de vez como uma atriz madura e capaz de desempenhar qualquer papel.

 

 Ritos de passagem são impreteríveis na vida, e num filme como este, para que o espectador se envolva é indubitável que ele também tenha seu rito de passagem e saia da zona de conforto. E vale a pena!

Rede Cinemark traz com exclusividade para o Brasil a ópera Carmen em 3D

Postado por Rafael Cruz Em 22 de February de 2011

Rede investe em CONTEÚDOS ALTERNATIVOS E DISTRIBUI NO PAÍS ATRAÇÃO DA ROYAL OPERA HOUSE, DE LONDRES, COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS

Carmen

 

Sempre pioneira e atenta às novidades do entretenimento, a Cinemark traz para as salas de cinema do Brasil a primeira ópera em terceira dimensão. Em março, 27 salas da Rede em 19 cidades do país exibirão Carmen, de Georges Bizet, em montagem da Royal Opera House, de Londres. A apresentação, previamente gravada e legendada, ganhará mais realidade com a tecnologia 3D, até então inédita na projeção de óperas no mundo. Com distribuição exclusiva da própria Cinemark, a Rede assume um novo papel na exibição de conteúdos alternativos no cinema, uma tendência mundial. “A liderança da Cinemark no mercado nacional contribuiu para conseguirmos a exclusividade da exibição de ‘Carmem em 3D’ no país”, afirma Marcelo Bertini, presidente da Rede Cinemark Brasil.

 

Carmen em 3DGravado em junho de 2010 na Royal Opera House, o espetáculo tem 3 horas de duração. Com a co-produção da líder mundial em tecnologia 3D para o cinema, a Real D – parceira da Rede no projeto -, câmeras fixas e móveis foram usadas na captação das imagens, possibilitando uma experiência de imersão completa para o público. Ao todo, quatro sessões de Carmen serão realizadas nos cinemas da Rede Cinemark. A primeira apresentação acontece no dia 12 de março. “Para muitas pessoas, esta é a única oportunidade para assistir a um espetáculo deste porte. A temporada 2010/11 do Metropolitan de Nova York, que estamos exibindo desde o ano passado, já conta com um público fiel”, comemora Bertini.

 

Sob direção de Francesca Zambello e condução do maestro Constantinos Carydis, a montagem traz nos papeis principais a mezzo-soprano Christine Rice (Carmen), o tenor Bryan Hymel (Don José), o barítono Aris Argiris (Escamillo) e a soprano Maija Kovalevska (Micaëla). A produção de palco de Zambello, aliada à filmagem de Julian Napier, resultou em um espetáculo vibrante. As cores de cenário e figurino, o elevado número de figurantes – com destaque para a emblemática cena da batalha – e a utilização de animais em cena, como um cavalo, ganham novas dimensões quando projetadas na grande tela em 3D.

 

A venda antecipada dos ingressos está disponível desde sexta-feira, dia 11 de fevereiro. Os valores variam entre R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). O ingresso dá direito a um libreto que, assim como nas tradicionais óperas do mundo, traz informações sobre a trama, a montagem e o elenco. A programação completa pode ser conferida no site da Rede: www.cinemark.com.br.

 

Ópera Carmen 3D – Cinemark from Belém Com on Vimeo.

 

 

Exibições de Carmem 3D

12/03 – sábado às 19h

13/03 – domingo às 17h

15/03 – terça às 20h

20/03 – domingo às 17h

 

http://www.cinemark.com.br/acao/carmenem3d.html

 

A Rede Cinemark no Brasil
Precursora e especializada no conceito multiplex no país, a Rede Cinemark chegou ao Brasil em 1997 e já está inserida no Distrito Federal e em 13 estados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Goiás, Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia e Amazonas. Atualmente, conta com 433 salas divididas em 53 complexos. É da Rede Cinemark a primeira sala de cinema em 3D da América do Sul, no Shopping Eldorado, em São Paulo, que segue o padrão exigido pelos grandes estúdios americanos. Atualmente, a Rede conta com 87 salas com a tecnologia de projeção digital em 3D no país. Em 2010, a empresa recebeu mais de 38 milhões de espectadores para assistir aos filmes nacionais e estrangeiros.

Entrevista com o Escritor André Luis Mansur

Postado por Rafael Cruz Em 21 de February de 2011

Prezados leitores. É com muita honra que eu publico uma entrevista muito especial. Ela já estava prometida há meses e só agora conseguiu ser finalizada. Hoje entrevistaremos o amigo e escritor André Luis Mansur, direto de Campo Grande, esse delicioso bairro do Rio de Janeiro. Aproveitem o que ele tem a dizer.

 

André Luis MansurTecnologia e Cinema (TC) – André, você é jornalista e crítico literário. Quando você teve a ideia de escrever suas próprias estórias? Como foi isso?

André Luis Mansur (ALM) – Foi nos anos 90. Já na faculdade (UFRJ) fiz alguns textos de humor que o pessoal gostou muito. Ao longo dos anos, fui procurando ler os mestres e ir escrevendo bastante, até encontrar um estilo. Os contos da ´Rebelião dos Sinais´ foram todos escritos entre 1993 e 1999.

 

Manual do SerroteTC – Seu primeiro livro, o Manual do Serrote (que é o meu favorito), é uma ode ao bom humor e ao sarcasmo. Você teve problemas com amigos ou conhecidos por acharem que você estava escrevendo sobre eles? E qual foi a reação do público a este seu primeiro livro?

ALM - Pelo contrário, quando as pessoas se identificam com o serrote é que fica engraçado. A reação é sempre muito boa, não há quem não dê umas boas risadas e o melhor, sempre indicam mais um tipo de serrote, que eu vou anotando. O livro infelizmente está esgotado* e a editora que o produziu (Bruxedo) já fechou as portas, mas tenho planos de fazer uma edição revista e ampliada, tal a quantidade de novos serrotes que já surgiram.

 

TC – Como ocorre a criação de um conto?

ALM - Eu não costumo seguir um método, mas sempre que eu acho que surge uma boa ideia, um bom argumento, eu anoto e deixo para mais tarde desenvolver. Às vezes vem o conto quase todo e eu o escrevo. As ideias podem surgir em qualquer lugar, por isso procuro sempre anotar, pois se deixar pra depois posso esquecer e aí não dá pra recuperar mais, ela vai em busca de um novo escritor.

 

O Velho Oeste CariocaTC – Em 2008 você lançou o livro “O Velho Oeste Carioca” **, que é um magnífico acervo de fatos e curiosidades históricas sobre a zona oeste do Rio de Janeiro. Como foi o trabalho de pesquisa para esta obra tão singular?

ALM - Foram cinco anos de pesquisa, feita em bibliotecas, arquivos, jornais, revistas e até um pouco pela internet. O mais difícil é que não existem muitas publicações sobre a região, espero que a situação melhore um pouco. Pelo menos tenho visto muitos estudantes de História e professores interessados na região.

 

TC – Em 2010 você lançou o seu novo livro “A Rebelião dos Sinais” que é uma coletânea de 13 excelentes contos. No entanto, boa parte desses contos você escreveu nos anos 90. Por que esperou tanto para publicá-los?

ALM - Na verdade, eu não esperei, eu o mandei para vários lugares, mas as editoras nunca me deram chance. Fiz até um artigo sobre isso para o meu blog ( www.emendasesonetos.blogspot.com ) chamado “O primeiro ´não´ a gente nunca esquece". Se tivesse conseguido publicar os contos no ano 2000, por exemplo, e conseguido uma boa receptividade, é bem provável que hoje eu já tivesse um bom número de livros de ficção.

A Rebelião dos Sinais

 

TC – Além de escritor, sei que você também é cinéfilo. Eu, que já li todos os seus livros, posso perfeitamente imaginar cada conto no formato de um curta-metragem. Já pensou em transformar alguns dos seus contos em roteiros e oferecer a um diretor para que os transformem em filmes?

ALM – Já me fizeram a proposta de transformar "O Velho Oeste Carioca" em documentário, estou aguardando novos contatos. Sobre "A Rebelião dos Sinais", a peça que dá nome ao livro pode muito bem virar um roteiro. E o Manual do Serrote, talvez surjam novidades audiovisuais em breve, mas por enquanto ainda não posso revelar.

 

TC – Falando em cinema, você administra um cineclube*** no Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande-RJ. Como você vê a relação entre o cinema e a literatura?

ALM – São duas linguagem diferentes, que se complementam. Muitas vezes um filme adaptado de uma obra literária acaba se tornando mais interessante do que a própria obra. Posso dizer que, junto com a música, são as formas de arte que mais me emocionam.

 

TC – Quais são seus projetos futuros? Pode nos revelar?

ALM - O mais próximo é o lançamento de “O Velho Oeste Carioca – vol. II”, com mais histórias sobre a região. Já está sendo revisado pela mesma editora do primeiro, a Ibis Libris, e acredito que até maio possamos lançá-lo. No mais, tenho esboçado algumas coisas, inclusive na área de ficção, mas por enquanto não há nada certo ainda.

 

 

* O Manual do Serrote está esgotado, mas o autor publicou alguns trechos do livro no site www.manualdoserrote.blogspot.com

 

** O Velho Oeste Carioca pode ser encontrado nas principais livrarias, como a Travessa, Saraiva, Arlequim, Folha Seca, Leonardo da Vinci, Bangu Shopping, West Shopping, livrarias da Universidade Castelo Branco, UniMSB e, em Campo Grande, no bar Chopp da Villa, banca de jornais do Prezunic, Livraria Edital, Sebo de Campo Grande e bar da Dona Lourdes, no Rio da Prata. Também no Fernando´s Bar, na Pedra de Guaratiba, pertinho do Píer.

 

"A Rebelião dos Sinais" é vendido apenas em Campo Grande, na livraria Edital, no Chopp da Villa e no bar da Dona Lourdes. Ou pelo site da editora (www.editoramultifoco.com.br)

 

*** O Cineclube Moacyr Bastos fica na rua Engenheiro Trindade, 229, no UniMSB, e funciona sempre às sextas-feiras, às 19h, com entrada franca.

 

Site com Vagas de Emprego na Área Audiovisual

Postado por Rafael Cruz Em 14 de February de 2011

Pareceu-me interessante a ideia. Um site de nicho que oferece oportunidades de trabalho na área de audiovisual, fazendo a intermediação entre o empregador e o interessado. Assim é o Tela Brasileira.

Tela Brasileira

Esse site pode ser comprarado ao famoso Catho, mas dentro de um nicho específico, que é cinema, TV e audiovisual em geral. Ele não é gratuito para quem deseja colocar o seu currículo, mas o preço é bem acessível.

 

Para quem está correndo atrás de um emprego na área, vale dar uma conferida:

http://www.telabrasileira.com.br/

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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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