Prezados, nosso site teve acesso a uma rápida e exclusiva entrevista ao diretor do badalado filme "Tropa de Elite 2". Confira:
“O inimigo é outro” é uma frase que está virando lema do filme. Que outro inimigo seria esse?
JP: Tropa de Elite 2” se passa na interface da segurança pública com a política, lida com as conexões que existem entre a política e a polícia. Nem todas estas conexões são formais. As conexões formais são: o político é eleito democraticamente, indica o seu Secretário de Segurança na forma da lei, o secretário monta a secretaria segundo a hierarquia padronizada do serviço público, etc. Mas não é exatamente assim que as coisas funcionam.

No mundo real, existem conexões informais entre o político, a polícia e a população, que se passam à margem dos interesses públicos, e que criam grande parte dos problemas da segurança pública no Brasil. São essas conexões, mais fortes do que as formais, que exploramos no filme. O inimigo, do ponto de vista do Nascimento, agora é outro. Ele não está mais na favela. Pode estar na sala ao lado.
Outra frase forte do filme é: “A guerra é a cura. É uma válvula de escape”. “Tropa de Elite 2” tem muita ação. Como buscar o debate e a conscientização com um filme de ação?
JP: Não acho que “Tropa de Elite” seja um filme de ação. É uma crônica social com ação dentro dela. “Tropa de Elite” tem ação, mas tem também uma construção analítica, que tenta dissecar de maneira crítica as relações entre certos grupos sociais, e embutir esta análise na dramaturgia do filme. Por isso é um filme que não é facilmente classificável. De minha parte, não sinto necessidade de classificar os filmes em gêneros.

E acho que já ficou provado, pelo menos no Brasil, que filmes que alguns classificam como de ação, filmes que colam o espectador na tela, podem gerar debates e conscientização. Foi assim com Tropa de Elite. E com Cidade de Deus. Os dois filmes deram origem a inúmeras teses de pós-graduação, no Brasil e no exterior.
Provavelmente muito mais teses do que a grande maioria dos filmes brasileiros que se preocupam em dar ao espectador espaço e tempo de reflexão. É claro que não há nada de errado com estes filmes, e muito deles são muito bons mesmo, mas acho que já passou da hora de abandonarmos a batida ideia de que a emoção está em oposição ao intelecto no cinema. Os fatos refutaram esta tese faz tempo.
Se um estrangeiro que nunca tivesse visto o primeiro “Tropa” encontrasse você e pedisse para explicar como é “Tropa de Elite 2”, como você explicaria?
JP: Pediria para que ele assistisse ao documentário Ônibus 174, e depois se perguntasse: que tipo de política pode dar origem a uma situação como esta?





Smurfet












Enganaram-se aqueles quem pensaram que Capitão Nascimento fosse se tornar o Braddock, o Rambo brasileiro, muito pelo contrário o diretor dribla essa caricatura e faz com que ele torne-se a personificação idealista da atitude consciente, descontrolada e emotiva que cada cidadão brasileiro deveria ter e sabe que não pode ter…. LEIA A RESENHA COMPLETA – http://poesiafotocritica.blogspot.com
sem palavras.. concordo plenamente com o que ele falou sobre o 174
Rapaz,só depois que eu vi o curriculum do cineasta foi que eu percebi de onde vem uma visão tão grande de uma pessoa ainda tão jovem.Com certeza em breve dará show em hollywood, e ganhou mais um fã de seu trabalho.E seu próximo trabalho irá bater recorde.