Tecnologia e Cinema

Unindo Ciência e Arte

Arquivos do mês de September de 2010

Tropa de Elite 2 em Outubro nos Cinemas

Postado por Rafael Cruz Em 29 de September de 2010

O personagem mais popular do cinema nacional desde a Retomada volta às telas de cinemas em 8 de outubro.

 

Agora mais maduro, mais estratégico e mais solitário, o Coronel Nascimento dá ao BOPE estrutura e força. Afasta o tráfco de muitas favelas. Impede que os policiais corruptos faturem com o arrego do tráfco, apenas para descobrir que na segurança pública do Rio de Janeiro nada é o que parece, e que o problema a ser enfrentado não se restringe ao tráfco. O buraco é bem mais em baixo.

 

Tropa de Elite 2

 

O destino da cidade e de Nascimento se cruzam em “Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro”. (convenhamos, que título fraco) A partir de pesquisas intensas, o diretor José Padilha e o roteirista Bráulio Mantovani construíram uma história atual, baseada em fatos reais que se misturam a história fctícia de Nascimento, da sua família, e de seus amigos, para falar da realidade do Brasil através do cinema.

 

Para enfrentar o desafo e apresentar ao público uma história tão envolvente quanto “Tropa de Elite”, Padilha e o produtor Marcos Prado contaram praticamente com a mesma equipe e o mesmo elenco do primeiro flme. Uma equipe integrada, que retomou com afnco e dedicação o desafo de continuar uma saga, e um personagem, que marcaram o cinema brasileiro para sempre.

 

Em Tropa de Elite 2, o sistema se reinventa e descobre como lucrar sem o intermédio do tráfco. Em perseguição ao caminho trilhado pelo sistema, o público acompanha Nascimento indo além dos limites do quartel, revelando as ligações das milícias com o Estado. E o preço por essa descoberta é alto. Não se sabe de onde vem o tiro.

 

Tropa de Elite 2

 

Neste filme teremos a volta do já citado Wagner Moura (Nascimento) mas também de André Ramiro (Mathias) e Milhem Cortaz (Fábio). Teremos novidades como Seu Jorge (Beirada), Tainá Muller (Clara), Pedro Van Held (Rafael) e Maria Ribeiro (Rosane).

 

Curiosidades sobre a Produção de Tropa 2

Oriundos do documentário, Padilha e Prado gostam de imprimir na tela o máximo de realidade possível. Uma equipe de efeitos especiais, com nomes de peso em Hollywood, como Bruno Van Zeebroek, de “Transformers”, William Boggs, de “Homem-aranha”, e Keith Woulard, de “O Curioso Caso de Benjamin Button”, “Independence Day” e “Forrest Gump”, foi importada diretamente para o set de Tropa 2 a fim de dar maior veracidade às inúmeras reviravoltas de ação do flme.

 

O presídio de Bangu 1 foi reconstruído em seus mínimos detalhes num estúdio de mil metros quadrados, consumindo cerca de 15% do orçamento. Corpos carbonizados foram criados pelo mestre da maquiagem Martin Trujillo. Câmeras foram penduradas em cordas para dar maior proximidade e ineditismo à marcante fotografa de Lula Carvalho. Um andar inteiro de um nobre edifício na Presidente Vargas voltou a ser sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

 

Tropa de Elite 2

 

E um grande trabalho de pesquisa, que teve como consultores Rodrigo Pimentel, o deputado estadual Marcelo Freixo, e a delegacia comandada pelo delegado Cláudio Ferraz, foi realizado por quase dois anos antes de o roteiro de Mantovani e Padilha ganhar forma. Seja pelas opções inéditas de venda de cotas do projeto diretamente a investidores privados.

 

Seja pela distribuição e lançamento independentes do flme, sem intermediários e com o apoio da Globo Filmes, “Tropa de Elite 2” tem tudo para ser o precursor de uma nova forma do se produzir e de se distribuir cinema no Brasil.

 

TROPA DE ELITE será lançado nacionalmente no dia 8 de outubro.

História da Tecnologia no Cinema

Postado por Rafael Cruz Em 28 de September de 2010

Curso: Uma História da Tecnologia do Cinema

25, 26 e 27 de outubro – 19h às 22h

Professor: Rafael de Luna Freire


Aulas expositivas acompanhada da projeção de filmes raros e da exibição de objetos e artefatos que ilustram a história tecnológica do cinema. O curso mostrará que tendo surgido como uma invenção científica ou um espetáculo de magia, a técnica – e os chamados "efeitos especiais" – exerceram um papel fundamental, ainda que negligenciado, na trajetória da sétima arte dos primórdios aos nossos dias.

 

Tecnologia e Cinema


25 DE OUTUBRO – segunda – 19h às 22h – Aula 1

De onde veio o cinema: o Pré-cinema e a criação do cinematógrafo.

Convencionou-se dizer que o cinema surgiu em 1895, em Paris, com os irmãos Lumière, mas o que veio antes disso? O chamado "pré-cinema", com os diversos tipos de espetáculos populares, invenções tecnológicas e trabalhos científicos, será apresentado através de uma longa trajetória que culminou com a consolidação da filmagem e projeção de imagens fotográficas em movimento. Do teatro de sombras às projeções de lanternas mágicas, uma fascinante história precedeu o que nós hoje conhecemos como o cinema.

Observação: Durante a aula será realizada uma projeção de lanterna mágica!


26 DE OUTUBRO – terça – 19h às 22h – Aula 2

O som no cinema (silencioso e sonoro)

Antes do surgimento do "cinema sonoro" no final da década de 1920, várias experiências pioneiras já tinham sido tentadas para dotar os filmes de acompanhamento de vozes, músicas e ruídas. A aula apresentará algumas das mais engenhosas tentativas de unir o som às imagens, exibido filmes raros que mostram que o cinema silencioso nunca foi totalmente mudo. Discutiremos ainda os processos que levaram à consolidação do cinema falado (Vitaphone, da Warner, Movietone, da Fox) e as novidades que se seguiram nessa trajetória, como o cinema estereofônico, o sistema Dolby e, finalmente, o digital.


27 DE OUTUBRO – quarta – 19 às 22h – Aula 3

A cor no cinema

O cinema nunca foi totalmente preto e branco, pois desde os seus primórdios já existiam processos e meios de dotar de cores as imagens fotográficas projetadas nos cinematógrafos. Apresentando e discutindo os processos que foram utilizados durante o cinema silencioso, como os filmes pintados à mão, tintados e virados, como a cor foi inicialmente utilizada pelo cinema e sua significação estética. Abordaremos ainda a consolidação do Technicolor e do filme tri-capa (Eastmancolor) entre os anos 1930 e 1950 que ajudaram a associar o preto-e-branco ao passado do cinema, buscando investigar ainda o papel da cor na estética do cinema.

INVESTIMENTO P/ CURSO: 25, 26 e 27 de outubro – 19h às 22h

 

Taxa de inscrição: R$ 20,00


Inscrevendo-se no dia: R$ 70,00 cada dia ou R$ 200,00 os 3 dias.
(meia entrada para estudantes com carteirinha e maiores de 60 anos)

PROMOÇÃO:

Inscrevendo-se até 22/10(sexta): R$ 35,00 cada dia ou R$ 100,00 os 3 dias.

VAGAS LIMITADAS !!!
INSCRIÇÕES NO LOCAL OU ENVIE EMAIL PARA: tercariocarioca@gmail.com

 

LOCAL: ESPAÇO RIO CARIOCA

End.: Rua das Laranjeiras, 3

Acesso pela Rua Leite Leal, nº. 45 Laranjeiras.

Rio de Janeiro – RJ – tel.: 21-2225-7332

 

+INFORMAÇÕES

Blog: tercaculturalriocarioca.blogspot.com

www.espacoriocarioca.com.br

Fantasmas Imagens ou Imagens Fantasmas?

Postado por Henrique Kopke Em 28 de September de 2010
fantasmas-imagens-ou-imagens-fantasmas

Por Henrique Köpke

www.kinodinamico.wordpress.com

Quando o homem entendeu que a câmara obscura precisava ser escura para captar a imagem do ambiente, não demorou muito para criarem um ambiente escuro para captar a imagem proveniente de uma câmara.

 

Este aparelho, amplamente utilizado pela astronomia desde o século XIII, sofreu poucas modificações até o século XVII. Athanasius Kircher, um matemático alemão de formação jesuíta publicou em 1646 o texto Ars Magna Lucis et Umbrae (A Grande Arte da Luz e Sombra)[ leia o texto original]onde citava a Lanterna Mágica, uma simples caixa com uma fonte de luz interna e um espelho curvo que refletia a luz através de lâminas de vidro pintadas. Kircher era colecionador de plantas exóticas, e se inspirou na coleção de Giovanni Bapttista Della Porta (1540-1615), um físico italiano que, além das plantas, admirava o campo da Ótica.

 

Giovanni teve a idéia de fazer da Câmara Obscura uma atração popular. Kircher percebeu que seria mais fácil controlar a luz dentro de uma câmara, ao invés de ficar atado às condições da natureza, como era o caso da câmara obscura. Seu feito foi tão surpreendente que o sujeito foi acusado de bruxaria, só por projetar imagens. Não é de se espantar que o interesse popular tenha sido imediato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Os pequenos consumidores, ávidos por brincadeiras caras!

 

Lanterna mágica fabricada atualmente

 

Em seu livro Arte da Animação – técnica e estética através da História, Alberto Lucena Júnior comenta: "O artista é um ilusionista e, como tal, deve buscar transcender a matéria ou a técnica com a qual lida, ludibriando o espectador. O cientista deve atuar exatamente ao contrário, lidando com regras claras e mantendo-se firmemente ligado à natureza das coisas".

Em 1794, o fantoscópio foi inventado. Nada mais era do uma adaptação da lanterna mágica com algumas melhorias, como um projetor duplo, por exemplo. Etiene Gaspar Robert desenvolveu esse novo aparelho que criava as ilusões em seu espetáculo Fantasmagoria, projetando imagens de fantasmas e esqueletos aterrorizando e encantando multidões, mesclando arte e ciência com maestria.

fantoscópio

 

Cartaz

 

Franz von Uchatius, um austríaco que em 1850 fez melhorias na Lanterna Mágica, criou um sistema de projeção, combinando duas placas de vidro pintadas, uma dela inclusive, funcionava como um obturador, criando verdadeiramente uma ilusão animada.

 

Mas no final de tudo isso, podemos apontar vários pseudo inventores da Lanterna Mágica, mas quem a difundiu, fabricou, vendeu e, enfim, transformou-a em um produto foi Cristiaan Huygens (1629-1695). Veja o google book de Laurent Manonni "A Grande Arte da Luz e Sombra: Arqueologia do Cinema"

 

Ana & Cezar – A Day in the Life

Postado por Rafael Cruz Em 27 de September de 2010

Continuando a nossa divulgação da websérie Ana & Cezar, hoje apresentamos o terceiro episódio, lançado nesta segunda pela manhã.

 

Este episódio é bastante interessante e claramente vemos uma evolução gradativa da websérie. Agora, eu tenho uma crítica como espectador: sou nerd e não gostei do nosso amigo Cezar (outro nerd) ser retratado como dorminhoco, afinal o que o nerd menos faz é dormir. No mais a websérie está muito gostosa de acompanhar e eu recomendo.

 

O que vocês estão achando de Ana & Cezar?

 

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Aqui, Doido Varrido Não Vai pra Debaixo do Tapete no Festival do Rio 2010

Postado por Rafael Cruz Em 27 de September de 2010
aqui-doido-varrido-nao-vai-pra-debaixo-do-tapete-no-festival-do-rio-2010

Uma das apostas do Festival do Rio 2010 é o documentário “Aqui, doido varrido não vai pra debaixo do tapete”, dirigido por Rodrigo Séllos. O filme participa na Première Brasil da Mostra Novos Rumos, criada este ano e que se volta a filmes de novos realizadores.

 

O documentário, que foi exibido no Festival Brasileiro de Cinema Universitário, no Rio de Janeiro, sai do âmbito universitário e ganha também as telas internacionais, participando da mostra competitiva do XXV Festival de Cinema Latino Americano de Trieste, na Itália, e do Festival Outubro Independente, promovido pela secretaria de cultura de São Paulo, ambos no mês de outubro. 

 

Aqui doido varrido não vai pra debaixo do tapete

 

O filme, gravado em 2005, durante seis meses, no Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira (RJ), mostra através das histórias de vida de pacientes, familiares e equipe médica, o que se esconde por trás de estereótipos e preconceitos que cercam a doença mental.

 

“Durante as filmagens um dos personagens disse que é impossível definir a loucura, o que se pode deixar é que ela nos impressione e nos deixe marcas. Assim, a partir das marcas e sensações vividas,  que construímos o filme. Uma relação de afeto que possibilitou a troca sincera entre realizador e personagem” explica o diretor. “Acredito que a forma leve e bem-humorada com a qual tratamos o tema ajuda na aproximação com o espectador, pois geralmente se fala da loucura de uma forma difícil e pesada. O que tentamos mostrar é o lado das possibilidades, da vida além da doença mental.”

 

Este é o primeiro filme de Rodrigo Séllos que cursa faculdade de cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF) e do co-diretor, Rená Tardin, estudante de jornalismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O equipamento utilizado nas filmagens são da UFF, mas toda a pós-produção do filme foi feita com recursos dos próprios realizadores.

 

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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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