Nossa visão, além de nos proporcionar a visão, nos permite também, a larga percepção dos movimentos . Outrora caçando, se protegendo, ou mesmo observando, o homem treinou o seu olhar para captar toda ação possível. Muito conhecimento precisava ser passado às futuras gerações, essa necessidade de registrar, fez com que as paredes se tornassem as primeiras telas da humanidade, e através delas muitas comunidades difundiram seus ensinamentos, suas culturas, lendas, religiões, leis e história.

O exemplo mais clássico dessa narrativa ligada a representação do movimento, é a luta wrestling egípcia pintada na parede há 5 mil anos.
Nitidamente, podemos ver uma sequência de movimento no mais completo estilo Muybridge, além de sua narrativa peculiar. Os egípcios utilizavam as pinturas e seus hieróglifos como código social, justificando, por exemplo, o poder divino de seus faraós.
Os gregos conseguiram expressar o movimento em outros suportes além da parede. É o caso dos vasos gregos que ilustravam sequências de imagens de seus esportistas olímpicos. Na imagem a seguir, a sugestão ao movimento relembra a pintura na caverna em Altamira, do Javali de oito patas.
As esculturas gregas ganharam movimento na transição do período arcaico para o clássico, no chamado períodosevero entre 500 e 450 a.C. O contraposto sugerido por Efebos de Kritios abre o caminho para que, já no período clássico, Míron possa criar seu Discóbolo.











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