Tecnologia e Cinema

Unindo Ciência e Arte

Viva la Revolución!!

Postado por Leonardo Ferreira em 1 de Junho de 2010

 

LOST

 

 

É pessoal, LOST acabou, teve gente que gostou do final e outros não. Pessoalmente acho que faltaram algumas explicações, mas está valendo, não dá para agradar a todo mundo também. Para quem não gostou do final, tem esse alternativo:

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Nesses seis anos de LOST o que ficou foi uma grande lição sobre as influências e as possibilidades que a tecnologia vem causando,  é a chamada  narração transmidiática, não é à toa que todo mundo vem fazendo analises a respeito não só de LOST, mas Matrix também, um livro que exemplifica muito esse tipo de caso é “Cultura da Convergência” de Henry Jenkins.

 

Nesse livro Henry mostra como a internet e suas ferramentas vêm influenciando a maneira de se produzir e consumir conteúdo, como esse conteúdo vem sendo distribuído pela rede e coisas do tipo.

 

No caso de LOST o que ficou evidente é a necessidade de se pensar em novas formas de se distribuir esse conteúdo de maneira que se possa ter retorno financeiro, pois produzir conteúdo audiovisual não é barato, e a “pirataria” via downloads e torrents não podem vir a inviabilizar a produção audiovisual seja aqui ou na China.

 

Colocando o foco em animação, que é um produto audiovisual às vezes mais caro que Live Action e mais demorado para se produzir, vemos a situação dos animes japoneses. O Japão produz muita animação, e nós brasileiros somos fãs não é de hoje, lá em mil novecentos e bolinhas meus pais já viam Speed Racer, A Princesa e o Cavaleiro entre outros, o que acontece é que com a internet hoje temos acesso a desenhos que nunca vimos e que com certeza nunca veríamos na televisão. A popularidade do Naruto não se deve ao SBT e sim a internet, mas como ficam as empresas que investem uma grana na produção e hoje correm um risco maior por poderem não ver esse dinheiro de volta por causa da internet?

 

A meu ver o que existe não é uma alternativa, mas sim uma solução que são os sites de vídeos via streaming. Muitos desses sites estão resolvendo essa questão como o Hulu, que distribui na rede o conteúdo que passou na TV “de graça” apoiado por anúncios (apenas para os EUA). Esse tipo de modelo de negócio acontece não só com o Hulu, mas com muitos outros como o ShowTime do Japão e tem também o da distribuidora VIZMIDIA.

 

O que dá para se perceber é que o problema da distribuição não está na tecnologia, mas a meu ver no modelo de negócio. Não é à toa também que grandes redes de TV vem disponibilizando seu conteúdo na rede seja aqui no Brasil ou lá fora.

 

Não dá mais para ficar escravo da televisão, queremos ter acesso a todo conteúdo produzido pelo mundo e queremos ver na hora em que quisermos.

 

Se o que está acontecendo é uma evolução ou revolução, não importa, o que não dá é pra não perceber que algo está acontecendo.

 

Adora música, e principalmente animação, entender como funciona os processos de como tudo funciona e assuntos relacionados ao mercado de animação.
Leonardo Ferreira
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2 Comentários

  • Em 2010.06.02 16:59, Rafael CruzNo Gravatar disse:

    Excelente artigo, Leonardo! Lost foi um divisor de águas com relação à transmedia. Ela provou que sim, é possível que diferentes midias dialoguem entre si dentro de um princípio chamado de não-rivalidade.

    Resta-nos saber se os grandes estúdios conseguirão assimilar este novo paradigma e conseguirem se manter no mercado sem impor restrições sem sentido como ocorreu no mercado fonográfico.

    • Em 2010.06.02 17:28, Leonardo FerreiraNo Gravatar disse:

      Valeu Rafael!
      Acho que isso é um caminho sem volta e só sobreviverão os que se adaptarem.

      (Obrigatório)
      (Obrigatório, mas não será publicado)

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