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Análise Narrativa de “Um Morto Muito Louco”

Postado por Rafael Cruz em 25 de Fevereiro de 2010

 

Imagine a seguinte situação: Dois jovens funcionários de uma corretora de seguros, procurando subir na carreira, decidem passar um final de semana trabalhando e descobrem uma fraude milionária na empresa. Certos de serem recompensados pela descoberta, levam a informação até o seu chefe, sem saber que este é o responsável por tal irregularidade. Os jovens são convidados então para passar um fim de semana em sua casa, onde seriam mortos, mas, por causa de problemas com a máfia, é o próprio chefe que acaba morrendo. Decididos a não perder a oportunidade com aborrecimentos policiais, os dois acabam curtindo o local enquanto tentam fazer com que todos não notem que o chefe está morto.


Um Morto Muito Louco” não é um filme presente na lista dos grandes clássicos do cinema, mas marcou época de uma geração nos anos 90 no Brasil.  Ao pensarmos em uma comédia, logo nos vem à cabeça os clichês, bobagens e o descaso típico para com os filmes deste gênero. Acontece que existem filmes bons e ruins em qualquer tipo de gênero cinematográfico e “Um Morto Muito Louco” é um exemplo de bom filme de comédia. Pra começar, o filme parte da premissa de uma situação normal (jovens querendo subir na carreira) para uma situação absurda (ninguém notar que o sujeito está morto o tempo todo). Deste absurdo, são gerados outras situações ainda mais absurdas e  o filme acaba sendo conduzido por uma perfeita sintonia entre roteiro e direção e atinge o seu objetivo, que é entreter o público sem recorrer às apelações.


Dentro da estrutura desta comédia, temos a clássica dicotomia entre os protagonistas: um é o sério, racional, tranquilo e organizado e o outro é desleixado, impulsivo, agitado e irreverente. O filme é conduzido com uma linguagem clara e simples, com diálogos que fogem de quaisquer tipos de clichês.


Existe um realce bem grande na esteriotipação da vida de uma metrópole, com toda a agitação, modo de vida, cores pasteis, informações sobre custo de vida em Nova Iorque e outras coisas. Este realce parece servir de ponte para o novo ambiente onde se passará o filme em seus 2/3 finais: uma ilha quase paradisíaca, com mulheres de biquini, sol, piscina, praia e toda a mordomia que um trabalhador de uma metrópole espera ter um dia.

 

É interessante observar também que o filme não faz apelos para o sexo, palavrões e gostosas. Tudo é mostrado com bastante sutileza e na hora certa, para que tudo fique harmônico à trama. Diferentemente dos filmes mais atuais de comédia que Hollywood anda produzindo.

 

Portanto, se está buscando um divertido filme de comédia não apelativo e realmente pra família, “Um Morto Muito Louco” é uma ótima opção. Depois não deixe de conferir também a continuação. Sim existe um “Um Morto Muito Louco 2”, que também vale a pena assistir.

 

Veja também: DVD "Um Morto Muito Louco" por R$ 19,90

Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta pela UFF, doutorando em administração pela UTAD (Portugal), investidor, fundador da Nerd Rico, escritor, torce para o Fluminense, adora xadrez, uma boa partida de tênis, é fã de Einstein, Maurício de Souza, Santos Dumont, Woody Allen e Bach.
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2 Comentários

  • Em 2010.02.25 04:46, Yuri FelixNo Gravatar disse:

    Realmente foi-se o tempo em que eu me divertia muito com este filme na sessão da tarde. Um ótimo filme para curtir e sem precisar de apelos sexuais ou com diálogos de baixo calão.

    • Em 2010.03.31 23:25, oticas do brasilNo Gravatar disse:

      hahaha que engraçado ! Isso é o que chamo de reviravolta =) os dois que eram pra ser mortos acabam se safando, e ainda por cima curtem às custas do chefe que por sinal, jé bateu as botas ! kkkkk =) Bacana (Y)

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