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Tecnologias usadas em ‘Avatar’ vão Mudar o Cinema

Postado por Rafael Cruz em 18 de Dezembro de 2009

AvatarNão há como negar:

Avatar

é o filme mais comentado do momento. Ele tem sido citado como o filme mais caro da história, aquele que vai revolucionar o mercado, o que marca a volta de James Cameron à direção e, acima de tudo, por ser o longa com os efeitos especiais mais impressionantes dos últimos tempos. Desvendamos o mundo da lua de Pandora para explicar o que o diretor e sua extensa equipe desenvolveram para que o orçamento do filme ultrapassasse a marca dos US$ 400 milhões e o que toda essa tecnologia usada vai deixar de herança para a indústria do cinema.

Motion capture – A tecnologia em "motion capture" – que transfere os movimentos e expressões de um ator para as telas em forma de imagem digitalizada – vem sendo aperfeiçoada desde o lançamento de O Expresso Polar (2004), de Robert Zemeckis. Com Avatar, ela toma novos rumos. O nível de perfeição atingido por James Cameron na composição das criaturas alienígenas do filme é alto. Quando colocados lado-a-lado, humanos e os extraterrestes de Pandora não parecem tão distantes. As expressões conseguidas são semelhantes às de atores frente a uma câmera normal. Tal trabalho foi realizado com o auxílio de um capacete, acoplado a uma câmera, criado especialmente para captar esses movimentos.

3D estereoscópico – Até o momento, nenhum filme havia trabalhado com o 3D de forma tão impressionante quanto Avatar. Parte desse resultado veio com a criação de câmeras menores do que os trambolhos utilizados atualmente para filmar o gênero. Com essas pequenas preciosidades, o diretor pôde aprofundar a captação de imagens, melhorando também os movimentos e a profundidade do cenário. Em determinado momento do filme, mosquitos aparecem no meio da selva de Pandora. Sim, eles vão te incomodar um tanto, como se fossem reais, especialmente se conferir a produção nas salas IMAX de São Paulo ou Curitiba.

Cenários virtuais – A animação não será mais a mesma após Avatar. Filmes recentes, como Up – Altas Aventuras e Os Fantasmas de Scrooge, parecem bastante atrasados, tamanha a profundidade de cenários que Cameron consegue exibir. Para isso, foi necessário encomendar uma câmera nova ao estúdio Weta Digital, que pertence a Peter Jackson (O Senhor dos Anéis). Ela funciona desta maneira: enquanto os atores atuam diante do fundo verde, o diretor pode vê-los já interagindo com os cenários criados em computador. Um tremendo avanço se comparado às tecnologias atuais, que rodam as cenas e só depois incluem os efeitos. Se o cineasta for bom, a hipótese de ver um personagem mirando qualquer coisa menos aquilo que está ao seu redor – como já aconteceu em 2012, com John Cusack – é quase nula.

Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta pela UFF, doutorando em administração pela UTAD (Portugal), investidor, fundador da Nerd Rico, escritor, torce para o Fluminense, adora xadrez, uma boa partida de tênis, é fã de Einstein, Maurício de Souza, Santos Dumont, Woody Allen e Bach.
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