
Crianças e adolescentes de escolas públicas conhecem os bastidores do cinema, através do Escola faz Cinema, projeto social do Festival de Cinema Agulhas Negras
Entre os dias 16 a 19 de novembro será dada a largada para o 2º Festival de Cinema Agulhas Negras. É o Escola faz Cinema, projeto paralelo do festival, aonde crianças e jovens estudantes de escolas municipais de Resende, Itatiaia e Porto Real produzem seus próprios documentários curtas-metragens. O resultado será exibido em um dia reservado para as crianças, dentro da programação do festival, onde elas poderão exibir e assistir suas criações.
A iniciativa é uma continuação da primeira experiência de intercâmbio entre a produção cinematográfica e o ambiente escolar: contrapartida social do Festival de Cinema Agulhas Negras em 2008. “Eu achei esse projeto fantástico! Como mãe e professora, eu acho que devia ser feito sempre, ter uma continuidade, não parar aqui. Se puder, levar pra comunidade também”, opina a professora Márcia Carvalho, de Itatiaia.
Depois dessa primeira experiência, outras edições aconteceram no Rio de Janeiro, em conjunto com o FestFavela – Festival de Cinema das Favelas, e com o Funcefet na Tela. Um videoclipe também foi produzido para a banda carioca DSD.
Objetivos
Durante dois meses, vinte alunos de cada uma das quatro escolas participantes, escolheram os temas para os roteiros, através de pesquisas e debates supervisionadas pelo corpo docente. e com o apoio das Secretarias Municipais de Educação. Desde o início do processo, eles recebem orientação profissional da produtora de tv e vídeo Brc1 Produções, através de palestras e oficinas. “Nosso objetivo é aproximar essa galera de uma equipe de filmagem para despertar neles o interesse pelas diversas áreas do cinema, que, muitas vezes, eles nem sabem que existem, como: operação de câmera e áudio, roteiro, cenografia, iluminação, direção, entre outras”, explica o responsável pelo Escola faz Cinema, Bruno Veiga Neto.

Chegou a hora!
Depois de toda essa preparação, eles mostram, na prática, o que aprenderam, a partir do dia 15 de outubro, quinta-feira, quando terão início as gravações dos curtas-documentários. A primeira da fila é a Escola Municipal Marieta Salles Cunha, localizada em Baixada Olaria, Resende, seguida pela Mariana Graciani Fontanezzi, Bulhões, Porto Real, no dia 16, sexta-feira. A Escola Municipal Jardim das Acassias, no Fazenda da Barra 2, Resende e a Escola Municipal Vila Esperança, de Vila Esperança em Itatiaia, completam a lista, com gravações nos dias 19 e 20 , respectivamente.
Resultados
O projeto “Escola faz cinema”, em um ano de existência, já conquistou resultados expressivos. Dois documentários, um de Itatiaia e um do Méier, foram selecionados para o Festival Visões Periféricas, no Caixa Cultural, no Rio. Um deles, sobre o preconceito com alunos da rede pública de ensino, foi selecionado para o Festival do Rio, um dos principais festivais de cinema do pais. E todos os filmes do projeto, incluindo esses quatro que serão realizados no 2º Festival de Cinema Agulhas Negras, serão exibidos em Nova Iorque, no ano de 2010, no BEA (Brazilian Endowment for Arts). “Apoiar e difundir o projeto Escola Faz Cinema na cidade de Nova York reafirma o meu compromisso social com o Brasil no exterior.
Permitir, viabilizar, abrir as portas para que esses filmes sejam apreciados e vistos aqui na Terra do Tio Sam, é dar a nós mesmos a oportunidade de compartilhar o que o Brasil tem de melhor no oficio da arte-educação, na formação de cabeças pensantes, no exercício de um Brasil melhor. Universalizar o cinema artesanal, e o fazer cinema é minha missão como cineasta, com brasileiro, como educador. Parabéns pelo projeto” , parabeniza Ivy Goulart, cineasta e curador da mostra “Brazilian Film on Thursdays”, em Nova Iorque.





Smurfet












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