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Morre o roteirista Leopoldo Serran, de ‘Bye bye Brasil’

Postado por Rafael Cruz em 27 de August de 2008

O roteirista carioca Leopoldo Serran, de 66 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (20), no Rio de Janeiro. Serran é um dos mais importantes nomes do cinema nacional. São dele os roteiros de filmes como “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), “Bye bye Brasil” (1979), “Gabriela, cravo e canela” (1983) e “O que é isso companheiro?” (1997).

Serran sofria de câncer e, em seu último mês de vida, estava sob os cuidados da ex-mulher, Leonor, mãe de seus dois filhos, Guilherme e Paolo. O corpo do roteirista foi enterrado no começo desta tarde, no cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.

Segundo Guilherme, a família pretende lançar o livro “O penúltimo caso”, trabalho inédito do roteirista, que também é autor da obra “Arara carioca” (2007). “Pretendemos fazer uma pesquisa de textos inéditos do meu pai para organizar uma coletânea. Ainda é cedo, mas já começamos a pensar neste projeto”, contou o filho do roteirista.

Poeta
O cineasta Cacá Diegues produziu em parceria com Serran seu texto de estréia no cinema nacional, “Ganga Zumba, rei dos Palmares” (1963). A dupla se conheceu ainda na juventude, nos anos de faculdade na PUC do Rio. “Foi um grande amigo e é sem dúvida o maior roteirista da minha geração”, afirmou o diretor ao G1.

A parceria Diegues-Serran se estendeu para outras produções, como “A grande cidade” (1965) e “Bye bye Brasil” (1979). “Ele não foi apenas um roteirista brilhante, mas também um ótimo escritor e poeta”, completou o cineasta.

Além do cinema, Serran também escreveu textos para a televisão. O roteirista assinou trabalhos de sucesso como as minisséries “Engraçadinha… Seus amores e seus pecados” (1995) e “Carga pesada” (2003).

Sua última contribuição para o cinema foi o roteiro do filme “Onde anda você” (2004), do diretor Sérgio Rezende. Entre os vários prêmios que recebeu, está o de “melhor roteiro” pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), graças ao filme “A estrela sobe” (1974).

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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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