Tecnologia e Cinema

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A nova televisão

Postado por Rafael Cruz em 12 de Março de 2008

Artigo escrito especialmente para o blog “Controlo Remoto”, do amigo Daniel Marques.

Televisão

O surgimento comercial da TV, em meados dos anos 40 (mas especificamente após a Segunda Gerra) quase destruiu o cinema. Por quê? Se eu posso assistir filmes na TV do meu doce lar, porque iria ao cinema? Foi aí que uma esperta jogada salvou o mercado cinematográfico: Começou-se a produzir filmes em cores. As televisões domésticas eram preto-e-brancas. O interesse em assistir filmes em cores estourou e o cinema voltou a sua estabilidade. Veja o que uma simples criação pode fazer com todo um mercado. O cinema precisou rever os seus conceitos para não ser nocauteado.

Hoje, vemos situação semelhante com a TV. Sim, a mesma que quase destruiu o cinema, agora está perigando. Na verdade deste os anos 90. Quem é o inimigo desta vez: a internet.

O que está acontecendo? A partir dos anos 90, a internet começa a ganhar força, mas somente no final dele é que as aplicações pra vídeo tornam-se sensação na grande rede. Pra piorar a situação da TV, começou-se a falar em convergência digital e a internet começou a aparecer em outros gadgets, além do PC e laptop. A popularidade de celulares com video, itouchs, handheld, palms e outros brinquedinhos começou a incomodar a TV, pois a internet convergida para eles trouxe uma ilimitada gama de possibilidades de entretenimento. Vejamos uma rápida análise da TV e dos novos meios:

TV:
À cores;
Estática;
Programação fixa;
Robusta;
Sem acesso à internet;
Baixa qualidade da programação;
Comerciais encrustados na programação.


PCs:

Á cores;
Estático;
Programação sob demanda;
Robusto;
Com acesso à internet;
Tem qualidade de programação, haja vista ser o usuário que a escolhe;
Comerciais presentes, mas que podem ser ignorados, sem comprometer o que está se assistindo.

Laptops e outros gadgets:
Á cores;
Portátil e prático;
Programação sob demanda;
Com acesso à internet;
Tem qualidade de programação, haja vista ser o usuário que a escolhe;
Comerciais presentes, mas que podem ser ignorados, sem comprometer o que está se assistindo.

Como vêem, a TV convencional está em ampla desvantagem em relação aos novos meios audiovisuais. A resposta para esta situação veio com a proposta da TV digital, que promete unir as facilidades que a internet trouxe junto à TV convencional. Ainda não tenho conhecimento de causa para afirmar se esta será uma resposta que terá sucesso em médio prazo, pois devemos lembrar que a TV continuará estática e robusta, desvantagens estas que são abismais em relação a portatibilidade e praticidade dos novos gadgets.

É esperar pra ver.

Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta pela UFF, doutorando em administração pela UTAD (Portugal), investidor, fundador da Nerd Rico, escritor, torce para o Fluminense, adora xadrez, uma boa partida de tênis, é fã de Einstein, Maurício de Souza, Santos Dumont, Woody Allen e Bach.
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