
O filme vencedor de duas prestigiadas categorias no OSCAR, fotografia e ator, não vai muito além disso. É um filme bom, mas como é comum em filmes europeus (apesar deste não ser) tem um ritmo lento, bem oposto aos filmes de hollywood. Há quem aprecie e há quem ache chato. A trama não é emocionante, mas tem grande importância histórica ao retratar, em um período de 40 anos, a economia norte-americana e os costumes da sociedade no início do século passado. O prospector, personagem de Lewis, mostra-se instável todo o tempo, exatamente como o mercado de petróleo sempre se encontrou, repleto de altos e baixos. Sua ganância fez com que ele passasse por cima de todos, até do próprio filho, para conseguir o que queria. É digna de palmas a atuação convincente de Daniel Day-Lewis, que conseguiu trazer relevância para um papel difícil, em um filme lento.
Também gostei bastante do som, apesar de que em certas horas parecia que eu estava assistindo LOST, pois alguns trechos eram idênticos à trilha sonora desta série. Gostei muito do recurso de explorar o silêncio em certas cenas do filme. Deu mais intensidade humana a elas.
Agora o que realmente me impressionou foi a fotografia do filme, que por vezes me fez lembrar das imagens de “Baixio das Bestas” e “Abril Despedaçado”, ambos filmes brasileiros com fotografia impecável. As lindas imagens estáticas, com profundidade de campo bem explorada, as cores, as diversas tomadas no contra-luz, coisas não muito fáceis de se fazer no cinema, são excelentes. Sem contar o uso de linguagem não muito convencional em filmes populares, como os belos movimentos de câmera, como o passeio pela pequena cidade, acompanhando ao mesmo tempo o veículo de Daniel, os ângulos escolhidos e tudo mais. OSCAR mais do que merecido.





Smurfet












Eu discordo em partes da sua crítica, Rafael.
Creio que o filme vai além da boa atuação e da boa fotografia sim. O ritmo do filme é algo a se elogiar também. Enquanto, em alguns momentos (de diálogo, por exemplo) ele se mostrava lento, como você descreveu, em momentos de ação mais intensa, o filme entrava em um ritmo acelerado, excitante e acho que nesse ponto o filme também se mostrou uma boa opção.
Não diria que é um “filme bom”, diria que é um filme muito bom.
Adorei sua crítica. Deu vontade de assistir.
Francisco,
Obrigado pelo seu retorno. Continuo achando um filme bom
Mas gosto é gosto, né? Só pra esclarecer, quando me referi que o filme era lento, estava apenas informando. Não sou contra filmes lentos. Depende muito do filme.
Gostaria de ver mais vezes o seu comentário por aqui. E se quiser ter espaço para publicar textos seus sobre cinema, é só falar comigo.
Dani,
Obrigado!! Você sempre muito simpática!
Rafael, agradeço o seu convite, agora que descobri seu blog continuarei deixando comentários aqui e quando assistir um filme que me incite à crítica, escrevo um texto bem bacana e te entrego para você colocar aqui, ok?
Abraços
Opa! Isso seria muito rico para este blog! Ficaria muito satisfeito de ver seus textos por aqui Francisco. Não estranhe se não ver muitos textos falando sobre cinema nesta semana, é porque estamos no meio de um evento virtual, a Semana do Artigo Livre. A partir de sábado os textos sobre a área se regularizam.
Bem-vindo!