Tecnologia e Cinema

Unindo Ciência e Arte

O Fascínio pelo Movimento

Postado por Henrique Kopke Em 27 de August de 2010COMENTAR
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Nossa visão, além de nos proporcionar a visão,  nos permite também, a larga percepção dos movimentos . Outrora caçando, se protegendo, ou mesmo observando, o homem treinou o seu olhar para captar toda ação possível. Muito conhecimento precisava ser passado às futuras gerações, essa necessidade de registrar, fez com que as paredes se tornassem as primeiras telas da humanidade, e através delas muitas comunidades difundiram seus ensinamentos, suas culturas, lendas, religiões, leis e história.

O exemplo mais clássico dessa narrativa ligada a representação do movimento, é a luta wrestling egípcia pintada na parede há  5 mil anos.

 

Detalhe

 

 

Templo Khafaji no Iraque

 

 

Reprodução

 

Nitidamente, podemos ver uma sequência de movimento no mais completo estilo Muybridge,  além de sua narrativa peculiar. Os egípcios utilizavam as pinturas e seus hieróglifos como código social, justificando, por exemplo, o poder divino de seus faraós.

Os gregos conseguiram expressar o movimento em outros suportes além da parede. É o caso dos vasos gregos que ilustravam sequências de imagens de seus esportistas olímpicos. Na imagem a seguir, a sugestão ao movimento relembra a pintura na caverna em Altamira, do Javali de oito patas.

 

Vaso Grego

 

 

As esculturas gregas ganharam movimento na transição do período arcaico para o clássico, no chamado períodosevero entre 500 e 450 a.C. O contraposto sugerido por Efebos de Kritios abre o caminho para que, já no período clássico, Míron possa criar seu Discóbolo.

 

Efebos de Kritios, 480 a. C. Museu da Acrópole de Atenas

 

 

Discóbolo de Míron, 455 a. C. Gliptoteca de Munique

 

 

Festival Internacional de Cinema Infantil no Cinemark

Postado por Rafael Cruz Em 26 de August de 2010COMENTAR
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Informe curtinho:

O Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI)  levará mais de 90 filmes para as salas de cinema da Rede Cinemark em 9 cidades brasileiras, reunindo inéditos e clássicos, curtas-metragens brasileiros e internacionais, séries de TV e mostras especiais além de oficinas de cinema de animação e debates. A estreia acontece no Rio de Janeiro e Niterói (de 27 de agosto e 05 de setembro), segue para Brasília (03 e 12 de setembro), São Paulo e Campinas (10 a 19 de setembro), Belo Horizonte (17 a 26 de setembro), Recife (08 a 17 de outubro), Aracaju e Salvador (22 a 31 de outubro).
 
 
Festival Internacional de Cinema Infantil
 
 
Local: Cinemas Cinemark
Data: 27 de agosto e 05 de setembro
Entrada: R$ 5,00
 

 

O Sonho, e a Inserção de uma Idéia

Postado por Mike Springer Em 26 de August de 20102 COMENTÁRIOS

     O filme “A origem” do diretor Chris Nolan é um novo grande clássico de ficção cientifica e suspense, com especulações sobre viagens dentro da mente e visual arrebatador.

 

   A historia do filme mostra um futuro próximo, em que existe uma tecnologia que permite algumas pessoas invadir o sonho das outras. Cobb (Leonardo DiCaprio) é um ladrão, que entra nos sonhos das pessoas e rouba segredos de suas mentes enquanto estão dormindo, o que o torna valioso no mundo da espionagem industrial. A sua chance de redenção e recuperar tudo o que perdeu na vida, está em um trabalho que, ao invés de roubar a idéia da mente de um playboy herdeiro de uma mega corporação, ele tem de inserir uma idéia.

 

Inception A origem

 

   Mundos modeláveis como argila e fantásticas rejeições de leis da física são alguns dos componentes desta fantástica viagem a mente humana concebida pelo roteirista e diretor do filme, Chris Nolan( também diretor de Amnésia, O grande truque e Batman-Cavalero das trevas), e astro e produtor do filme, Leonardo Di Caprio.

 

   O filme, além de uma exploração da suposição sobre o que aconteceria se fosse possível viajar dentro da mente das pessoas e manipular os sonhos, é também um filme de assalto e suspense com fortes raízes noir; com seus ternos escuros, gravatas, sapatos sociais, homens implacáveis e trocas elegantes de socos e murros.

 

   Isto mesmo caro leitor, além da sensação de viajar pelo interior da mente humana, o filme trás também momentos de violência; como a já clássica cena em que Arthur, um dos invasores, luta em gravidade zero contra inimigos oriundos do sonho invadido do empresário.

 

   Parando para pensar se é possível a proposta do filme de se extrair idéias do inconsciente das pessoas enquanto elas estão dormindo, esta obra prima da ficção cientifica não está muito longe da realidade. As mais modernas concepções do que é o sonho por neurocientistas, indica que o sonhos são a organização de uma série de idéias e associações confusas no fundo de sua mente, e também o contato entre esta parte mais funda, o inconsciente, com a parte mais na superfície, o consciente.

 

   Partindo daí é possível imaginar que alguém que entrasse nesse emaranhado de informações se organizando, de alguma forma poderia trilhar um caminho através dessas idéias até uma informação desejada.

 

   A direção de arte não fica atrás de toda esta inteligência na construção do roteiro; é excelente, com cenários e figurinos impecáveis, a sensação as vezes é a de estar viajando por dentro de uma belíssima pintura. Viagem essa através de perspectivas ousadas graças a direção de fotografia repleta de ângulos e pontos de vistas incomuns.

 

   Parte deste grande apelo visual se dá graças aos efeitos especiais quase todos feitos artesanalmente sem uso de computador depositando mais realismo as cenas. O mesmo artifício usado em “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, outro grande filme de viagens ao interior da mente.

 
    Uma boa idéia e uma grande execução, que acaba gerando um clássico em um tempo de filmes menos fortes; uma luz no fim do túnel

Typolution – Animação Tipográfica

Postado por Rafael Cruz Em 23 de August de 20101 COMENTÁRIO
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Ontem me deparei com esta curiosa animação e resolvi compartilhar com vocês. Trata-se de uma animação do canadense Olivier Beaudoin, onde ele faz um trabalho fantástico de criação visual utilizando apenas letras. Isso mesmo, vemos uma animação com árvores, céu, borboletas e, no entanto, todos esses elementos foram criados apenas por letras. Pra completar, temos uma bela canção ditando o ritmo da animação. Fascinante, não é?

 

Typolution

 

Veja aqui a animação:

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História da Animação Brasileira

Postado por doublewitch Em 22 de August de 20103 COMENTÁRIOS

Animação é uma simulação de movimentos criados a partir da exposição de imagens, ou quadros. Como nossos olhos só conseguem registrar 12 imagens por segundo, seqüências com mais de 12 imagens criam a ilusão de movimentos no desenho.

 

História da Animação

 

As principais técnicas utilizadas para um filme de animação são:

- 3D ou CGI, que é a animação produzida diretamente no computador através de programas como o 3ds Max e o Maya. 2D que é a animação com lápis e papel, também chamada de animação tradicional, onde cada pose do personagem é desenhada separadamente em uma seqüência lógica que, quando projetada em uma determinada velocidade (24 quadros por segundo), dá a impressão de movimento.

 

- Stop motion que é a animação feita com objetos reais, sejam bonecos de massinha ou qualquer outro objeto fotografado quadro a quadro.

 

- Cutout que é a animação feita de recorte de papel seguindo a mesma técnica do 2D e do stop motion.

 

Em 28 de outubro de 1892, Emile Reynaud apresentou no museu Grevin, em Paris a primeira projeção do seu teatro óptico iniciando assim o desenho animado no mundo. Devido à importância desse fato, a data é considerada como o dia da Animação Internacional.

 

Para comemorar esta data, em 2002, a Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) lançou o Dia Internacional da Animação, contando com diferentes grupos internacionais filiados, presentes em cerca de 51 países, inclusive o Brasil. O dia é organizado pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) que realiza a mostra de curtas-metragens nacionais e internacionais em mais de 150 cidades em todo o país, além de palestras com animadores renomados.

 

O Brasil tem uma vasta história na animação. Começando com a influência dos cartunistas Raul Pederneiras em 1907 e depois, Álvaro Marins, que lançou “Kaiser”, primeira animação brasileira exibida nos cinemas, em 22 de janeiro de 1917. Nestes 91 anos foram produzidos 19 longas-metragens, centenas de curtas e milhares de filmes publicitários de animação.

 

Atualmente o cinema de animação brasileiro vive um expressivo período de crescimento de sua produção o que se reflete na grande quantidade de filmes produzidos nos últimos anos; é cada vez maior o número de profissionais envolvidos, de técnicas, estilos e temas, gerando também um aumento na qualidade desses filmes.

 

Os filmes de animação atraíram 18,2 milhões de espectadores às salas de cinema brasileiras em 2006, o que representa um crescimento de 153% na procura pelo gênero em um período de quatro anos (em 2002 foram 7,2 milhões de pessoas). O volume de público acompanhou a evolução dos filmes de animação distribuídos no Brasil, que passou de 11 produções em 2002 para 21 títulos em 2006, além disso, a animação foi o gênero de filme mais assistido no Brasil em 2007, com média de público de 800 mil espectadores.

 

Algumas dessas conquistas tiveram ajuda da ABCA, fundada em 22 de Março de 2003, por 27 profissionais espalhados pelo Brasil. A ABCA representa os animadores junto a entidades públicas e privadas apoiando o desenvolvimento dessa arte industrial no país. A ABCA conseguiu editais específicos de animação, elaboração de pesquisa histórica e um censo para mapear todos os realizadores brasileiros.

 

Mas no começo a situação não era fácil para os animadores brasileiros, o Brasil não possuía os meios necessários para estudar as técnicas que já existiam, nem livros especializados a respeito do assunto, então cada desenho animado estrangeiro que era exibido nos cinemas servia como referência para os fanáticos que desejavam aprender os tais “macetes” da animação. O panorama político do país também estava diretamente relacionado às mudanças, ora gerando facilidades ora dificuldades para o cinema de animação brasileiro.

 

Em 1986 Marcos Magalhães coordenou, em parceria com profissionais canadenses do National Film Board (NFB), um curso que se tornou referência na história da animação brasileira. Os participantes desta experiência produziram filmes e se tornaram em pouco tempo nomes de destaque da animação nacional.

 

Atuando em TV, cinema, publicidade, curtas e séries, e agindo em distintas direções: trabalhando há anos para diversos estúdios de longas-metragens no exterior, produzindo regularmente no NFB, promovendo oficinas por todo o país. Além disso, três desses profissionais uniram-se com Marcos Magalhães para criar o importante festival Anima Mundi.

 

Toda essa história de vitórias, derrotas e principalmente muito esforço não deve ser esquecida. Devemos conhecê-la, repensá-la e compará-la com a nossa situação atual e as de outros países para que possamos evoluir no campo da animação. Nesse artigo, vamos reviver a história de muitos animadores que mesmo com pouco ou nenhum incentivo, se esforçaram e se dedicaram, alguns até o resto de sua vida, para verem seus trabalhos concluídos.

 

Aos que não conseguiram concluir, terão, ao menos seus nomes lembrados nessa obra, e sempre farão parte da História da Animação Brasileira.

Artigo na íntegra http://www.cenacine.com.br/wp-content/uploads/historia-da-animacao-brasileira1.pdf

 

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Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce pro Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.

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